sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Hoje... (será apenas hoje?)



Que sentido tem a vida
Quando tempos há em que na vida nada faz sentido?
Quando nos interrogamos constantemente
sobre o certo e o errado
Quando sorrimos com vontade de chorar
Quando fingimos que tudo está bem quando não está

Que sentido tem a vida?
Quando o despertar é uma tortura,
o amanhecer reanima todas as dúvidas,
tudo parece querer recomeçar do zero.
Obrigando-nos a passar pela mesma angústia
uma e outra vez,
vezes sem conta.

Que sentido tem a vida
Quando hoje em MINHA vida
Nada parece fazer sentido.

5 comentários:

Sonhadoremfulltime disse...

Não era minha intenção comentar este post em particular. Quis o acaso que seguindo hiperligações e aqui parei, e adorei o que vi e li.
Apreciei-o por um todo, porque o tempo não permite a minuciosidade que merece. No entanto fica a promessa que voltarei.

http://sonhoemmim.blogspot.com/

http://a-traicao-do-u.blogspot.com/

Luz disse...

A vida por vezes tem momentos que nos fazem questionar sobre a mesma.
Há momentos complicados, difíceis, momentos de tristeza, de dor profunda. De tamanha dor que parece perfurar-nos a alma...
No entanto, acredito que há sempre um sentido, temos de o buscar dentro de nós e, não permitir que nos tirem esse sentido da vida, do nosso viver por mais doloroso que, por vezes, o seja.
Obrigada por este momento.

Sonhadoremfulltime disse...

Sim, que sentido tem a vida?
“Os dias pesam-me, pregam-me rasteiras, estou cansado do despertador, do comboio, do hálito da empregada do bar da estação, dos mesmos sorrisos de sempre... estou farto de tudo... até de mim. Na rua pessoas tristes, de pescoços sufocados em cachecóis de lã. Na televisão os filmes do Van Damme.
Este é bom só o vi seis vezes. Dizem que à sétima se gosta... mas mesmo assim não vou tentar. Pensamentos ridículos os meus... a meia grossa esconde o pé gelado... a guitarra entretém as mãos que não conseguem ficar paradas... a noite já vai deitada, mas eu não me quero deitar com ela.
Escrevo, escrevo sem sentido num verso da folha que nem é minha... se me importo? Pouco!
Ouve-se o apito do comboio e o ranger das carruagens, está na hora de partir. Até já!”
Este texto faz parte de um capítulo que tem por título “Pobre vida” e que pertence a um projecto que estou ainda a escrever e que baptizei com o nome “A filha que nunca tive”
Foi um prazer partilha-lo!

No entanto dou toda a razão à minha querida amiga Luz, quando diz que:"acredito que há sempre um sentido, temos de o buscar dentro de nós e, não permitir que nos tirem esse sentido da vida, do nosso viver por mais doloroso que, por vezes, o seja."

Obrigado

milhita disse...

Como eu te entendo....

Anónimo disse...

Fico sempre preocupado quando tiras o pe do acelerador por tempo demais. Gosto de ver tantos comentarios. Os mais sublimes dos teus poemas no entanto(e sao bastantes) passam sem uma nota sequer. Acho que te deves dar um pouquinho mais a conhecer. Nao e' por te querer tanto! E' mesmo sincero. Viste aquilo das Extreme minds? Vai soprando. Nao tenhas medo de me abanar.
Beijo