quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

FELICIDADE


Felicidade
Se pudesse escolher, encontrá-la
Tê-la brevemente em minhas mãos
Senti-la, escutá-la
Na musicalidade das palavras vãs

Felicidade
Esse estado puro de embriaguez
Ponto máximo de se ser
De fazer o que nunca se fez

Encontrar o sonho que procuro
Realizá-lo
Concretizar, parar, escutá-lo
É fácil sonhar
Difícil é lutar por um sonho
E saber por fim
Que apenas depende de mim

domingo, 2 de dezembro de 2007

Um anjo

Se fosse um anjo de asas brancas
Se pudesse voar para além da imaginação
Se fosse um anjo de morte e pranto
de alegria, riso e canção
Se pudesse esquecer as palavras
apagar os actos
Se eu fosse um anjo salvador
Mas sou apenas humano
O mais mortal dos mortais
O mais frágil e inseguro
O mais reles dos animais

Se eu fosse um anjo protector
Se morrer pudesse sem findar
Poder ser eu e não chorar
As mágoas que futuro
Ainda não deu….

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Não preciso dizer-te...


Sei que não preciso dizer-te
para que saibas,
Adivinhas-me o sentir e a vontade
Desvendas os segredos que não digo
Sabes das mentiras que não conto
Sabes o que diria quando me calo

Não preciso dizer-te para que saibas
Descobres o que sinto nos meus gestos
Podes vê-lo quando te olho
Sentes quando te abraço, beijo, toco…

Sei que não preciso dizer-te
para que o saibas
Mas hoje sou eu,
Que preciso falar:
Amo-te!

Sei onde quero chegar!


Que não te pese o meu amor
Que não seja para ti um fardo
Uma obrigação, um pesar
Quero dar-to, se o quiseres
Quero partilhar!

Amo-te mas não te quero prender
Desejo-te e não te quero encurralar
Apenas quero que o tempo flua
E ver o que podemos alcançar

E, se como alguém disse:
“o céu é o limite”
É lá que quero chegar
E se nunca o conseguir
Saber que não foi por não tentar

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Sobras de mim....


Se uma palavra dissesse
O que o silêncio cala
Se um abraço falasse por mim
Quisera eu ser alguém para ti
Quisera que o mundo fosse teu

Se o medo fosse miragem
Talvez eu embarcasse
Talvez fizesse a viagem….
E atravessasse esse teu rio
Mas o meu desejo é naufragar,
Feliz
Chegar à outra margem,
Vencer
Do teu lado
Sentir calor e frio
Chorar, sorrir, sofrer

Mas se a teu lado fosse apenas sombra
Eu não te queria
Se a teu lado fosse um fardo
Eu não ficava

Se a minha alma pudesse
Apagar de mim as sobras
Se pudesse varrer a dor
Quisera eu ser ave e voar
Fugir para longe
E apenas voltar
se me quisesses
….e poder dizer-te o que não digo,
pedir-te o que não peço

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Por agora.....


És tu….
Não sei se sabes porque nunca te disse
É o silêncio mudo
É o meu medo a minha meninice
É aquilo que escondo atrás do escudo

És tu…..
Do teu lado encontro paz
Do teu lado posso ser eu
Dou um passo em frente
E dois para trás
Em segredo chamo-te meu

És tu…..
Sou eu….
Não te quero aprisionar
Não te desejo perder
Não me posso revelar
Nem me pretendo esconder
És tu….
Sou eu enquanto me quiseres
Pelo tempo que desejares
Enquanto for tempo de paz…..

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Às vezes....


Às vezes choro no escuro sem razão,
outras sorriu pelo mesmo motivo.
Às vezes as lágrimas levam a mágoa,
outras leva-as um sorriso

Às vezes insurjo-me violentamente,
contra o que não quero sentir.
Outras resigno-me impotente,
perante o que está para vir

Às vezes falo a medo,
ouso partilhar, dizer…
Outras calo em segredo
e acabo por perder

Às vezes os dias são curtos
outras longos demais
às vezes são vulgares
Mas nunca são banais

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Não!!

Não sou eu…..
Não me reconheço
Não sei quem sou
O que sinto muda
Transforma, altera
Não quero sentir
Estou em guerra

Quero parar
Quero esquecer
Apagar

Quero não ser
Quero não viver
Quero morrer
Quero renascer

Não sou eu
Não me conheço
Não sei se é o fim
Se um novo começo

terça-feira, 21 de agosto de 2007

Loucura Controlada


Do que sinto quero fazer um império
O mais rico, o mais pobre, o mais ousado
Onde todos se confundem no sentir.
Nessa aparência ser imperador aclamado

Um império suspenso num sonho
Qual jardins da babilónia
Atlântida que nunca existiu….
Utopia
Fantasia filha da demência….a minha
que me eleva cada dia mais alto
num paralelismo irreal, infundado.
Fugi para me proteger
E tenho hoje um sonho encurralado

Nem sei se a minha vida é real
Ou se idealizo o que vivo…
Neste meu império caduco
cheio de um sentir decadente,
que me eleva para lá da loucura
Sou um alegre ser demente
E vivo a vida alienada
Nesta minha loucura controlada

A minha dor é devaneio
A minha tristeza, contradição
A minha mágoa aproveito
para aniquilar a ilusão

Nada tenho do que queria
Não sou nada do que sou
Vivo a triste ironia
do que a minha vida se tornou

E hoje que sou imperador
Génio, louco, alquimista, sonhador
Quero recuperar o sonho abandonado
E correr atrás….,
conquistar o que sonhei.

Que seja insanidade,
só assim saberei….,
se é loucura querer amar
como eu já, um dia, amei….

...


Imbuir de alegria teu sorriso
Afogar-te em meu abraço
Nele tenho tudo o que preciso
Em ti repouso o meu cansaço

Poder poupar-te de todas as dores
Matar as tristezas mais profundas
Dizer-te que todos esses temores
Só servem para que te confundas

Dizer-te devagar e em surdina
Como se fosse um segredo
Que queria poder ser eu,
A apagar a tristeza e o medo

Quero que aceites as tuas falhas,
ele há dias assim
Vais ter muitas batalhas
Mas um dia mau não é o fim.

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Valsa de um Homem carente

Valsa dum Homem Carente
(Carlos Tê / Jorge Palma)

Se alguma vez te parecer
ouvir coisas sem sentido
não ligues, sou eu a dizer
que quero ficar contigo
e apenas obedeço
com as artes que conheço
ao princípio activo
que rege desde o começo
e mantém o mundo vivo

Se alguma vez me vires fazer
figuras teatrais
dignas dum palhaço pobre
sou eu a dançar a mais nobre
das danças nupciais
vê minhas plumas cardeais
em todo o seu esplendor
sou eu, sou eu, nem mais
a suplicar o teu amor

É a dança mais pungente
mão atrás outra à frente
valsa de um homem carente
mão atrás e outra à frente
valsa de um homem carente


quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Balada


Fosse a morte….
não iria eu mais viver
Fosse ele o dia…
escurecer não mais queria

Fosse a noite…
não haveria amanhecer

Fosse então mar
e eu ar p’ra sobrepor,
esvoaçante

Fosse ausência de cantar
e o meu torpor
fosse um uivo lancinante

Fosse tanto um quase nada
que é tão tudo
ou fosse um fim.

Começava a acabar
sem mais de mim.
Calaria a vida inteira
e quase mudo
catá-lo-ia em Balada

Momento


Sim,
sei bem,
que nunca serei alguém.
Sei de sobra
que não terei uma obra

Sei enfim….
que nunca saberei de mim

Mas agora,
enquanto dura esta hora,
esta paz em que tu e eu estamos,
deixa-me querer
o que nunca poderei ser!

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Se tu pudesses.....


Se tu pudesses
Escutar a musicalidade
Dos teus próprios ombros nus…
Sentir como refulgem
Emoldurando o sorriso atraquinado
E o teu aroma….

Se pudesses,
Sentir-te a pele
Escorregando entre os meus lábios
e encher-me a alma
pelas palmas das minhas mãos….

Se tu pudesses,
Ver a tua própria mão,
Suspender o gesto de me tocar
e exprimir o rouquejar
de um momento que não acaba
na tua cama….

Se tu pudesses
saborear o teu sono no meus braços,
acordar-te o existir como quem brinca,
Votar-te um momento e outro
….só por gostar….
Talvez soubesses
que a cama doce e vazia
por tu não estares,
é por hoje,
para sempre,
O meu mais bonito mar!

Talvez....

Talvez até sem me dar...
Talvez....
...num sorriso disfarçado,
desgraçado, mutilado
Talvez....
possa de novo
correr artérias de luz p'la noite escura,
colher aromas e cores no deserto,
chão vazio do meu caminho.
Cada vez mais, meu caminho
Cada vez mais, meu vazio
... e possa gritar!...

Surdamente, de alegria
Subir ao topo dos homens
Noite...
Dia....
Crescer sem sequer tamanho
...mostrar de mim
Talvez possa até, segredos contar e enfim....
sentir-me mais uma besta do tal rebanho.

Morrer,
de feliz vulgaridade e ironia
Talvez,
...talvez até sem me dar

terça-feira, 31 de julho de 2007

Sentimento de Paz.....


Nesta doce paz em que me encontro
Neste estado idílico de bem estar
Em que eu não quero acreditar

Esta mansidão inexplicável
Este brando mélico sentir
Uma paixão saudável
Um nova forma de existir

No meu reduto onde me fecho
Na paz terna que em ti encontro
Que cada dia seja apenas hoje
Que só por hoje seja o que for

Uma serenidade que fascina
Que não me cega ou alucina
Um sentir tranquilo
Doce sentimento que me traz
Esta sensação única de paz

terça-feira, 24 de julho de 2007

Meu próprio reflexo...



Escondes-te num sorriso
Numa aparente calma insegura
E sem querer, mostras o que não querias
Se soubesses o quanto o teu olhar me revela
Fechavas os olhos e nunca os abrias

Nem sei se te conheço desde ontem
Ou se te conheci a vida toda

Falas de ti, o que de mim nem eu sei
Conheço-te o sentir
porque dele já experimentei

Se pudesse um dia entrar
nesse teu mundo complexo
Veria nele o meu próprio reflexo
Seria como invadir o meu próprio interior

Mas sabes,
que o que para ti não tem nexo
faz para mim todo o sentido
Tu não és complexo
és o Eu desconhecido

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Quero o que não haja




Quero algo que não haja
Quero tudo que não alcance.
Quero o desejo impensável
Quero o sonho irrealizável

Quero aquilo que não exista
Quero o que só em sonhos tenha
Quero o desejo mais inatingível
Quero tudo que seja impossível

Quero realizar o que apenas é sonho
Quero ter tudo o que não haja
Quero reinventar o que tenho
Quero ter hoje essa coragem

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Não perguntes....



Como queres que te diga o que sinto,
se nem eu sei o que isto é….
Como é que me pedes para explicar
o que eu não consigo entender.
Como queres que eu escolha
se não sei o que escolher.
Não me faças perguntas
às quais não posso,
ou não quero responder.

Como queres que te explique
o que eu nem sei se existe?
O que desconheço eu nunca vi
O que conheço nem eu sei
Como queres que eu te diga
Se eu nisso ainda nem pensei

Como queres que eu saiba
o que poderá ser?
Se eu nem sei o que é,
nem o que está a acontecer.
Não me peças respostas,
que eu não tenho para te dar.
Não queiras que o que começou
termine antes de acabar

Calar!



Apetece-me parar
Por um instante, um dia,
um mês, uma eternidade
Talvez porque andei depressa demais
Talvez porque a vida pede uma pausa

Apetece-me parar
Deixar tudo como está à minha volta
Para quando me apetecer regressar,
para não perder o que quero conquistar.
Mas por agora só queria parar

Redescobrir o silêncio,
a ausência, a dor, a saudade,
o amor, a paixão,
a incondicionalidade….

Apetece-me parar
Ir apenas onde quero estar
Abraçar quem me apetece
E poder partir ou ficar

Apetece-me, dizer….,
apetece-me……. Calar!

terça-feira, 17 de julho de 2007

A Esperança.... nunca a percas!



Vem, que aqui nada te espera
Vai, que o caminho é um deserto
Constrói tu, edifica o teu futuro
Vai, ou vem, como tu queiras

Vem,
que a vida é cheia de páginas brancas
Arrisca tudo o que tu não tens
Porque nada há para perderes
A vida é um mundo de esperanças

Vai,
Mesmo que nada encontres à tua frente
Quando tudo já te parecer terminado
Acredita o dia de amanhã será diferente
Porque a vida é um conto inacabado

Porque hoje alguém me disse....



Porque hoje alguém me disse
Mais do que eu queria ouvir
Alguém ousou falar
Alguém arriscou sentir

Porque hoje as palavras foram eternas
O silêncio quebrou-se em mil pedaços
As palavras hoje não foram efémeras
Foram reflexo dos meus velhos cansaços

Porque hoje alguém me disse
O que eu não queria ouvir
Não basta seres, tens que sentir

Porque hoje as palavras doeram
Mais que o silêncio um dia calou
Os sentidos todos morreram
Fui alguém que nunca sou

Porque hoje alguém me disse
A verdade que não quis ouvir
E sem querer fez-me acreditar
Naquilo que não quero sentir

segunda-feira, 9 de julho de 2007

No mesmo Lugar


Sentada aqui no mesmo lugar
Onde a vida não passa, onde a vejo passar
Repouso de uma viagem que não terminei
Com medo de chegar onde nunca cheguei

Sentada aqui onde sempre estou
Onde acaba um tempo que nunca chegou
O ócio dos dias que vão e que vêm
Os medos, os meus, os que todos têm

Sentada aqui onde me deixo ficar
À espera de um tempo que tarda em chegar
Nesta quietude onde nada acontece
Onde se lembra o que nunca se esquece

Vou continuar a minha caminhada
Reconstruir esta vida inacabada
Vou chegar onde sonhei ir
Quero SER e não existir
Porque senta aqui neste mesmo lugar
Nunca saberei onde poderia chegar

sexta-feira, 6 de julho de 2007

Katie Melua Closest Thing to Crazy

Não sabes quem sou....


Não sabes já tu quem eu sou
Entraste no meu mundo pela porta principal
Não foste mera visita
Foste um inquilino desejado
Já foste presente
Hoje já és passado

Não me peçam lógica
Não me cobrem coerência
Eu vivo de emoção
Essa é a minha essência

Eu vivo uma eternidade intemporal
Sou espaço, e tempo
Eu sou inteiramente incondicional
Eu não existo, eu aconteço
Eu não sou fim
Eu sou o começo

Eu sei que um dia irei morrer
Traçar o fim derradeiro
Mas cada dia é um novo renascer
Cada momento o primeiro

Sou temporal
Destruo, invado, arraso
Sou rio
Afogo, inundo, invado

Nem sei se sou rainha sem trono
Sem poder, sem rei, sem dono
Se me mostro ou me escondo
Se me deixo ficar ao abandono

Não me acordes.....


Abre os braços,
prende-me no teu peito e não me deixes partir.
Perdi-me tantas vezes, vezes demais até,
mas hoje quero ficar.
Deixa-me descansar do teu lado,
deste meu voo apressado.
Deixa-me repousar no teu abraço.
Esquecer o passado
Prende-me, que eu aprendi a voar cedo demais
e hoje estou cansada.
Deixa-me chorar no teu ombro
todas as mágoas e sonhos desfeitos
e prende-me por um instante no teu abraço

Quis voar mais alto do que as minhas forças permitiam,
quis ir além do que podia alcançar,
numa pressa insana e juvenil.
Hoje volto ao meu porto de abrigo a teu lado,
com o desejo de jamais voltar a partir.
Hoje apenas quero voar contigo
num voo calmo e sensato.
E deixa-me acreditar que será para a vida toda.
E deixa-me dormir, sonhar…. E não me acordes.

Oiço-te na palma da mão....


Como se guardasse as tuas palavras
Em minhas mãos
Na linha da minha vida
No monte doce de Vénus
Essa memória esquecida

A infinidade que se cruza
O destino que desconheço
Nem tudo o que ouço
É aquilo que não esqueço

Oiço-te na palma da minha mão
Quando a encosto ao ouvido
Oiço o que nunca disseste
O que poderia ter sido

Talvez já nem sejas tu
Talvez nem eu, quem sabe
O que oiço na palma da mão
Já nem sei, se é tudo verdade

terça-feira, 3 de julho de 2007

VIDA


Como uma música
Uma doce melodia que se propaga no infinito
O silêncio do som no vácuo
A contradição que se desfaz e refaz continuamente
Sem que se saiba se o sentir se define
Se o de hoje será o de amanhã

Como uma luz
Que ofusca, que cega que ilude
Um cintilar ininterrupto
Um amanhecer constante
Uma escuridão absurda
Neste paradoxo sem nexo
Nesta dúvida imutável
Sem réstia de solução à vista
A nossa vida permanece

A vida, esse volúvel viver desesperado
O doce amargo que bebemos
O feliz reencontro inacabado
A dúvida que permanece
A resposta que nunca se encontra
A felicidade que se anseia e se abandona

Nada me poderia fazer mais feliz que viver
Para além de qualquer contradição
A vida é rosa e cinza para quem quer
E a dúvida divergente é mera ilusão
Não duvides de ti
acredita em tudo o que vês
e vê para lá do que a vista alcança
quem sabe assim a vida te veja
Talvez o futuro assim te traga esperança.

“As respostas estão em nós e não nos outros, só o medo das verbalizar nos impede de continuar” anónimo

quarta-feira, 27 de junho de 2007

only ask of god - Outlandish

I only ask of God
He won't let me be indifferent to the suffering
That the very dried up death doesn't find me
Empty and without having given my everything

I only ask of God
He won't let me be indifferent to the wars
It is a big monster which treads hard
On the poor innocence of people
It is a big monster which treads hard
On the poor innocence of people

People...people, people

I only ask of God
He won't let me be indifferent to the injustice
That they do not slap my other cheek
After a claw has scratched my whole body

I only ask of God
He won't let me be indifferent to the wars
It is a big monster which treads hard
On the poor innocence of people
It is a big monster which treads hard
On the poor innocence of people

People...people...people

Solo le pido a Dios
Que la guerra no me sea indiferente
Es un monstro grande y pisa fuerte
Toda la pobre inocencia de la gente
Es un monstro grande y pisa fuerte
Toda la pobre inocencia de la gente

People...people...people

Dentro de mim


Dentro de mim….
Existe o bem e o mal
Existe um lado cruel
Um lado dócil….

Dentro de mim
Em conflito permanente
Existem duas de mim
Uma diz que não
A outra grita sim

Dentro de mim
Existem perguntas sem resposta
E respostas sem pergunta

Dentro de mim
Num turbilhão inimaginável
Existe uma guerra permanente
Entre o querer e a vontade
Entre o coração e a mente

E qual de mim irá ganhar,
Esta minha guerra interior?
Aquilo que eu alimentar
Sairá no fim vencedor

quinta-feira, 21 de junho de 2007

Tudo é cinza....


Astro rei que ilumina e me transforma em sombra
Aquece o meu corpo gelado pela escuridão da noite
Vem tirar este tom cinzento da minha vida
Como se fosse uma chuva dourada
Capaz de me lavar a alma

São tantos os recantos cinza da vida
Nada é apenas preto ou branco
Existe a chegada e a partida
Existe o riso e o pranto

Até o Sol é fugaz….
Não dura o tempo de um dia
De tudo o que sou capaz
Há coisas que eu nunca faria

E nessa área cinzenta em que tudo é relativo
Em que nada é concreto
Em que o conflito é construtivo

Deixa o cinza não ser triste
Deixa o sol brilhar
Na vida tudo o que existe
Nem tudo se pode explicar

quarta-feira, 20 de junho de 2007

Toda a minha amizade!


Talvez um sorriso te ajude a transpores essa tristeza
Que deixaste que te enchesse de mágoa o coração
Talvez o meu abraço não te salve e apenas te acarinhe
Nesse instante em que te perdes pela bruma do dia

Talvez a derrota te pareça iminente, inevitável
Quando sentes que todas as forças te abandonam
Talvez não vejas o longo caminho à tua frente
Porque a dor te tolda o sentir, e te cega

Mas acorda que a vida apenas espera que reajas
Que a enfrentes, que lutes contra essa tua inércia
Não te esqueças de quem és e do que foste
Não deixes que a vida te vença nesta encruzilhada

Reage que o futuro ainda te sorri, luta e vence
Não te condenes pelo passado que não volta
Não te feches ao teu futuro que te aguarda
Posso sempre dar-te um ombro, o meu abraço
Mas se não reagires por ti, eu não poderei fazer nada
Amiga, sabes que poderás contar sempre comigo, mas não te deixes levar por essa apatia.
Adoro-te Miguita!

quarta-feira, 30 de maio de 2007

Hoje para ti "transparente"....


Baixaste a guarda por um instante
E deixas-te que te vissem
O perto deixou de ser distante
Sem que para tal insistissem

Despiram-te hoje és transparente
O espelho reconheceu-te
Alguém em quem te revias
Hoje tornas-te para ele mais evidente

Usas-te e abusas-te de quem em tua vida entrou
Hoje tu reconheces que isso em nada te ajudou
Bebeste do que te deram
Sem nunca retribuir
E hoje limitas-te a existir

Foste quem tu não eras para te protegeres
Hoje és quem não queres continuas a te esconderes.

Hoje a minha transparência foi contra minha vontade
Mas sinto-me renascida e sem nenhuma saudade
Sem perder nada ganhei, mais do que podia imaginar
Partilhando um pouco de mim acabei por me libertar

(Maio2007)

Katie Melua - The Closest Thing to Crazy

How can I think I'm standing strong,
Yet feel the air beneath my feet?
How can happiness feel so wrong?
How can misery feel so sweet?
How can you let me watch you sleep,
Then break my dreams the way you do?
How can I have got in so deep?
Why did I fall in love with you?

This is the closest thing to crazy I have ever been
Feeling twenty-two, acting seventeen,
This is the nearest thing to crazy I have ever known,
I was never crazy on my own...
And now I know that there's a link between the two,
Being close to craziness and being close to you.

How can you make me fall apart
Then break my fall with loving lies?
It's so easy to break a heart;
It's so easy to close your eyes.
How can you treat me like a child
Yet like a child I yearn from you?
How can anyone feel so wild?
How can anyone feel so blue?

terça-feira, 29 de maio de 2007

Os meus passos vacilantes



Os meus passos vacilantes
Que fraquejam rumo ao futuro
Presos por um medo mudo
Mas tão profundo, enraizado

Larga essa mala que carregas
Essa bagagem de outras vidas
Essas marcas ásperas e profundas
Que teimosamente não largas

Deixa para trás o que passou
Alguém pisou e a marca ficou lá
Lambe agora as tuas feridas
Que um dia irão cicatrizar

Segue hoje confiante
Numa desejo renovado
Esquece, Renasce, acorda
Deixa o passado ancorado
Não te esqueças que existiu
E guarda o que te tenha ensinado

quarta-feira, 23 de maio de 2007

Mais um dia.... só mais um


Mais um dia
Só mais um
Um só apenas…
Para que mate a saudade e o medo
Para esquecer o que guardo em segredo

Mais um dia
Em que o tudo e o nada me confunde
Em que passo pelo mundo sem o ver
Um dia para recordar
Um dia para esquecer

Mais um e outro dia
Em que vejo a vida passar
Não luto nem ambiciono lutar
Não ganho nem perco
Apenas me deixo ficar

Mais um dia
Em que sou quem não sou
Em que ensandeço
Em que não me dou
Porque não te esqueço!?
Janeiro 2007

domingo, 20 de maio de 2007

De frente para aquela janela....


De frente para aquela janela
Onde a esperança se dissolve na espera
Por onde atiro os meus sonhos
Por onde fogem as quimeras

E essa luz que queima, que cega
Que nos tolhe o sentir desesperado
Essa dor muda que renega
O presente, o futuro e o passado.

De frente para aquela janela
Onde o sentir já tem alma
Onde vejo a vida passar
Onde me espera a calma

Que um dia esta já não seja eu
A que se resigna em ver viver
A que nunca ama
A que não soube esquecer
E que amanhã não permaneça
A ver a vida passar
de frente para aquela janela….

(Julho 1999)

Haverá dor maior....?


Um mergulhar subtil, sereno
Uma partilha inevitável de viver
Um espelho onde me vejo reflectir
Como se me visse a mim noutro ser

É quase o eu que escondo sem querer
É mais que tudo menos que nada
Talvez o medo de viver
Me leva a ser tão “calada”

Nunca se ganha nada sem perder
Arriscar pode levar à euforia.
Tanto perdi já por não querer ver
Até onde o amanhã me levaria

Haverá maior sofrimento do que a dor
Haverá maior desgosto do que tenho
Haverá coisa mais triste e sem tamanho
Do que viver a vida inteira sem amor

E as perguntas que nunca faço
E tudo aquilo que nunca digo
Se falo demais eu me desgraço
O que não disser fica comigo

Um risco, esta aventura de viver
Será maior a dor de perder
Ou a dor de nunca saber
o que poderia vir a ser?!?

quarta-feira, 16 de maio de 2007

Aquela caixa azul....




Aquela caixa azul
onde guardo velhas memórias
de um tempo que nunca foi meu
cartas, papéis, a minha história

Aquela caixa azul
Tão cheia de nada
Que foi por tempo demais
minha única morada

Aquela caixa azul
Que abro hoje a medo
Que esconde um amor
Que vivi em segredo

Aquela caixa azul
Que me impediu de viver
Que me prende
E não me deixa esquecer

Aquela caixa azul
Que terei que enterrar
Quando um dia quem sabe
Deixar de te amar

Aquela caixa……
que me prende ao passado,
de um simbolismo visceral
constantemente revisitado

Com ela não sou ninguém
Sem ela eu não sou nada
Vou enterrar essa caixa
Numa qualquer enseada

Vou deixar morrer essa dor
Eu vou mudar de morada
Sair daquela caixa azul
Onde vivo ancorada.

(sem data.... não me lembro quando)
(porque nem sempre a morte nos liberta....)

segunda-feira, 14 de maio de 2007

Sabe tão bem....




Era um sorriso atrevido
Um olhar enigmático, fascinante
Um mistério cativo
Um ser perturbante

Era uma noite silenciosa
Um momento apaixonante
Os corpos suados
Os beijos escaldantes

Era um momento
Um usurpar os sentidos
Um corpo que se deseja
Sentimentos já esquecidos

Bebi de ti o meu desejo
Bebeste tu o teu também
Num nada que não faz mal
Um momento que nos faz bem

Não temas que te queira mais que hoje
Não temas que de mim não esperes nada
O meu coração é um vazio, uma pedra
Ele vive preso numa outra madrugada

Adeus! Esquece-me!



Será apenas mais uma despedida
ou finalmente o derradeiro adeus?
Sempre soube que ai estavas,
sempre te disse que não voltava

Se alguma vez te menti,
se dissimulei a realidade
foi para te proteger,
eu nunca quis ver-te sofrer

Se este for o último adeus,
que seja doce a despedida,
que um olhar cale as palavras,
que um abraço abafe o pranto.

Eu nunca disse que te amava.
Nunca prometi vir a amar.
De cada vez que voltavas
nunca te pedi para ficares

Adeus…uma última vez.
Não sonhes com o que não podes ter.
Não ames quem não merece,
eu nunca fiz por merecer

Não partas com mágoa ou dor,
Nunca soube retribuir o teu amor.
Esquece quem só te faz sofrer,
eu não mereço ser a tua razão de viver

Dezembro 2006

(este foi o mais doloroso adeus.... como dizer a quem nos ama que não podemos retribuir?)

QUERO!



Quero o mais subliminar dos desejos
O mais louco, o mais estouvado
Quero o silêncio das noites que ficam
Quero a delícia dos corpos cansados

Quero a insígnia da paixão na minha pele
Quero o suor do frenesi do meu corpo
Quero a fuga solitária da razão
Quero o devaneio de um amor louco
Quero o cansaço que me leve à exaustão

Quero no delírio alcançar a demência
Quero um lugar onde nunca estive
Quero um tempo que nunca foi.
Março2007


Desejei enaltecer um momento que partilhamos… um dia quem sabe, uma única vez. Desejei o teu corpo num olhar, os teus lábios, até mesmo antes de pronunciares a primeira palavra. Aproximamo-nos no silêncio, a irresistível magia que nos atraiu, juntou de forma enigmática e irresistível, os meus lábios aos teus. Beijamo-nos, num segundo as nossas mãos percorreram os nossos corpos que quase se confundiram. Apertaste-me contra ti no teu abraço, pude sentir o bater apreçado do teu coração, que parecia acertar o passo pelo meu também ele descontrolado. Afagaste-me os cabelos, olhaste-me nos olhos e sem dizeres palavra senti todo o teu desejo. Naquele instante tive a súbita certeza de que não poderíamos ficar apenas por um beijo, quando o desejo nos despertava todos os sentidos e os nossos corpos pareciam não querer jamais separar-se.

Apetecia-me tanto redescobrir o teu corpo, poder tactear a tua pele, sentir-te na ponta dos dedos… Apetecia-me tanto sentir o teu peito no meu, as tuas mãos nos meus ombros nus. Sem nada te pedir, leste-me o pensamento e mergulhamos na mais louca das paixões. O teu beijo ia do carinhoso ao apaixonado, o teu olhar era de desejo, o teu toque era suave outras vezes quase violento.

Incendiaste o meu corpo com as tuas mãos. Afagavas-me os seios, beijando-os com uma ânsia quase infantil, mas tão desperta e adulta ao mesmo tempo. Pousaste o teu corpo no meu com toda a suavidade, roçaste ao de leve, no meu, o teu peito, beijaste-me docemente na boca. Deslizaste a tua língua húmida pelo meu pescoço até aos meus peitos que se insuflavam de desejo.

Abraçaste-me pela cintura com uma firmeza quase imperceptível, segredaste-me ao ouvido o mais íntimo desejo, o mais secreto delírio de paixão. Apeteceu-me ser escrava da tua vontade, das tuas fantasias, mergulhar no teu corpo até perder o pé, até me faltarem os sentidos. Galopar no teu colo "soltando urros, gritos de euforia", sentir a respiração sufocante do desejo e desaguar no teu corpo como um rio. Abalar a terra com a nossa paixão, perder o rumo por um instante e fazer do teu corpo a minha morada naquele momento.

Senti-te a invadires-me o corpo, explodi numa emoção louca de mil cores, celeste e prata. Desejei eternizar aquele momento, senti-me flutuar no vazio numa imensidão de delírios inebriantes. Embriagada de ti, numa dança mágica em que os nossos corpos se entrelaçam numa tentativa de fusão impossível, mas que naquele momento parecia tão real. Dissemos as coisas mais loucas, e mais sérias, as mais banais e as mais eloquentes. No êxtase do momento senti o âmago de te ter.

Tomaste-me por caminhada, o meu corpo era teu trilho e os meus braços suas bermas… Foi a união perfeita o momento de secretismo sagrado, tão nosso, tão incendiário e carinhoso. O consumar da paixão, o saciar de todo o desejo. Sentir-te em mim, num ondular mágico e subliminar, numa escalada de desejo que culmina quando juntos atingimos o êxtase. Sinto-me sair de mim, flutuar para além do próprio espaço, numa dimensão só nossa. Abraças-me, como se me tentasses prender à própria vida, como se desse abraço dependesse a nossa existência. Mesmo antes de podermos recuperar o folgo beijas-me. E mais uma vez aquela velha certeza de que nunca nada seria como antes, o meu corpo estava ali mas o meu coração andará sempre distante.
Janeiro2005

sábado, 12 de maio de 2007

Um brinde à amizade



Finge….
Deturpa a realidade e vive….
Sonha com o que não tens e concretiza
Não te chega falar tens que agir
Não basta querer tens que conquistar

Não queiras que a vida se exponha
Não esperes que a casa se erga
Sem que tenhas que usar os tijolos
Não queiras o telhado
sem que existam as paredes.

Tudo o que plantares vais colher
E se quiseres ajuda pedes
E se precisares de mim estou lá
(Muito se poderá perder mas a minha amizade essa já é tua!)

Eu nunca te amei!



Tu não sabes da vida que existe na minha cabeça
Mal sabes tu que esta vida é paralela
Que existe em função do que tu não vês

Tu não sabes, tu pensas que me conheces
Que me adivinhas o sentir
Já te disse, não te amo!
Tudo o que quero é partir

Perdoa-me um dia então se puderes
Por ter gostado de ti como gostei
Tu confundiste amor
Com o tão pouco que te dei
Janeiro2005

Quem sou Eu?



Era a impossibilidade de um impossível que adoro.
Uma história com um final ainda por escrever.
Um livro cheio de páginas em branco
Uma história que ninguém leria, que ninguém quer ler
Uma lágrima que desliza pela face de alguém que ama
Uma lágrima que nunca se esquece
Uma dor que ninguém suporta
Uma mágoa que nos emudece

Neste silêncio que ninguém cala
Nas palavras que não se ousam dizer
As memórias que ninguém esquece, nem quer esquecer
O perdão que não chega quando nada há a perdoar
O amor que não morre porque não se deixa matar
O amor de quem ama porque não se deixa de amar

A piedade, a misericórdia a clemência
A vida de mera existência
Sobreviver à dor depois do amor
Sobreviver ao amor depois da mágoa
Resistir, lutar, viver, amar

Nesta história de silêncio
Neste sobreviver atulhado
Como dizer o silêncio da cor?
Como descrever o pecado?

Nesta minha existência forçada
Como ler o que não se escreve?
Como calar a palavra?

Como derrotar os medos
Os fantasmas de um outro passado
De uma gente ausente que não se esqueceu
De uma dor presente que o passado nos ofereceu

Como dizer o que se cala?
Como? Se quem me magoa sou eu.
O que evitar? Do que fugir?
Quando nada do que tenho é meu.

(Algures em 2000)

Aquela Porta....




Haverá algum dia alguém como tu na minha vida?
Voltarei a amar assim, sem limite ou regra?
Será que há apenas um amor na vida
e que eu ousei viver o meu cedo demais?

Sabes há dias em que desejo que a tua partida,
Que a tua morte me liberte.
Que a porta que deixei aberta para ti se feche,
que a minha esperança se desvaneça, que termine.
Outros dias há em que esperança engrandece e a porta se escancara.

É uma ilusão o esquecimento e uma tormenta a tua partida,
tão definitiva e derradeira.
É morte que te espera, que chegou numa emboscada
Sem nunca ter sido convidada.

Que esta porta se feche para dar lugar ao futuro que me espera
Que a morte me liberte quando a vida nunca o fez
Que seja esta a primeira e a última vez
Em que esta porta se escancara para te ver.
(Janeiro2000)

Por hoje apenas....



Quero o meu silêncio,
o meu tempo,
o meu espaço
Mas por hoje quero que finjas que me amas,
mesmo que mintas
Que me dês o mundo quando me abraças
Mesmo que o leves p’la manhã

Quero o calor fugaz do teu corpo
O beijo vazio que me silencia
Por hoje, é tudo o que me apetecia
Um presente sem amanhã
Sem regras, espaço ou dia

Deixa-me roubar-te apenas este instante
Deixa-me idealizá-lo como se fosse só para mim
Amanhã nada te peço do que nunca existiu
Deixa-me ter hoje o que amanhã tem fim
Janeiro2004
(A vida é feita de momentos, o presente tem a magia do instante, o passado a sabedoria e o futuro o inesperado)

Ao desconhecido....



Eu acredito que já não creio em nada
Que hoje a minha vida está vazia
Destituída de tudo o que me pertencia
Do sonho que um dia foi meu

Sobre os escombros dos meus sonhos
Apenas me restam as lágrimas
E hoje nem sei o que me fez desacreditar
Que um dia podia ser diferente

Eu que creio no mundo, hoje não creio em nada
Porque me perdi em algum lugar
Porque não me encontro onde deveria estar

Eu que sonhei acordada hoje nem sei sonhar
Eu que amei demais hoje não sei amar
Eu que tanto desejei desejar
Hoje desisti de te inventar
Mas ainda pergunto: onde estás?...
Onde será que te posso procurar?


14Fevereiro2006

O que guarda o meu silêncio



O que guarda o meu silêncio
Nem eu sei
No que penso quando apenas
O vazio me ocupa

Quando sonho alcançar o impossível
Para ter a certeza de nunca lá chegar
Porque ao desejar o inatingível
Eu sei que nunca irei concretizar

Quando começo o que nunca acabo
Vivo assim sem nunca terminar
Tudo o que foi começado

Se eu pudesse dizer tudo
O que nunca direi
Talvez entendessem
O que de mim nem eu sei
Maio2007

sexta-feira, 11 de maio de 2007

O Livro Onde Moras....



Moras num livro de sonhos
Onde tanto ficou por escrever
Preenches o vazio do livro onde moras
Palavras escritas com as lágrimas que chorei
Frases ditas e outras que nunca direi
Esse livro de sonhos
Onde guardo as mais belas memórias
Nesse livro de quimera onde moras
vacilando entre o sonho e a realidade
Numa fantasia que criei para me iludir,
Escrita ao sabor da saudade
Um universo que idealizei
Um mundo mágico onde te guardo

Moras num livro de sonhos
Escrito ao sabor do desejo
Numa paixão que inflama
Que não me deixa esquecer
que nem tudo é como vejo

Moras num livro …
De cor, luz e devaneio
Entre sonhos que sonhei
E um futuro p’lo qual anseio

Sem título, sem final
Um sonho redescoberto
Um destino fatal
Um amor inquieto

Um livro que ninguém lê
Um autor que ninguém conhece
Uma história igual a tantas
Meu amor,moras num livro de sonhos
cheio de páginas brancas
05Junho2006

quarta-feira, 9 de maio de 2007

No dia em que amar...



No dia em que amar saberei
Que serás apenas e só lembrança
Se um dia amar saberei
Não deixar morrer a esperança

No dia em que amar saberei
Que já não te espero
Que morreste definitivamente para mim
Que não mais anseio o teu regresso
Que és apenas o passado e parte de mim
Se um dia amar saberei
Que nesse dia me liberto
Desta esperança sem fim

No dia que amar saberei
Dar todo o meu coração
Se um dia eu amar saberei
Que és apenas recordação

No dia em que amar saberei
Dar o mundo a quem o quiser
Dar novo sentido à vida
Se um dia amar saberei
Fazer de alguém parte de mim
No dia em que amar saberei
Jamais me lembrar de ti
Junho2003

Deixa Cair...


Deixa cair a máscara que te esconde
Nela és quem nunca foste
Deixa cair…
Essa mentira que te encobre
Não faças dela o teu rosto
Que um dia alguém descobre

Deixa cair a máscara que mente
Esse engano que te tolda o sentir
Essa pérfida fachada
Deixa cair …

Deixa cair a máscara da demência
Que ela já não te esconde é transparente
Haja fé, haja paciência
Para te ver cair a ti
Nessa tua inconsequência

Deixa cair a máscara da loucura
Dessa tua insensatez revisitada
Ninguém assim sabe quem tu és
Que tu com ela não és nada!

12Setembro2006

Queria tanto poder entrar...



Queria tanto poder entrar,…
Escapar-me pelo teu peito para te poder entender.
Queria tanto conhecer o teu refugio e não apenas ir até lá
Queria ver para além da imagem,
Para além do horizonte onde te perdes

Queria tanto poder entrar…
E não ter que esperar à tua porta
Queria tanto desvendar o teu pensamento
Deslindar os teus sonhos e desejos mais secretos
Poder tocar-te para além de um simples toque

Queria tanto entrar no teu mundo secreto
Desvendar todos os mistérios do teu ser
Poder adivinhar-te o pensamento com um olhar
Queria tanto poder entrar nesse sítio onde te escondes
Nesse refugio onde só tu estás
Que apenas tu conheces
Queria tanto poder entrar…
Levar para longe esses teus medos
Essa angustia de outras dores
E assim finalmente poder entrar
Aninhar-me a teu lado e ficar
Mais perto de ti e poder ver
Tudo o que tentas esconder
09Maio2007

Um sentir assim...


Não se controla o inesperado
Porque vem sem avisar
É algo que não se espera
Não dá tempo para pensar
Nada se pode fazer
Quando nada se estava a aguardar
É tão fortuito e repentino
Que não se consegue evitar

Assim é isto que sinto
Embora não o possa explicar
É algo forte e inesperado
Mas que veio para ficar
Porque hoje depois de pensado
Já não te posso deixar.
E fica então a certeza do que quero
Daquilo que sempre quis
Amar quem me ama
fazer-te muito feliz

Nesta certeza renovada
Poder provar-te a cada dia
Que não são só palavras
Tudo o que hoje te dizia

07Dezembro1995