sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Meu horizonte longínquo...














Meu horizonte…
que nunca alcanço
que parece fugir…
que se desvanece e me trespassa.
Minha ode de esperança renovada
Eterno amor que nunca esqueço
que se assoberba de saudade a cada dia

A magnificência doce do teu ser
O endeusamento insano em que me vês
Os medos que derrotam as vontades,
que matam os quereres
Não esqueço mais aquele abraço
Não mato em mim aquele sabor doce amargo
do tanto que ficou por dizer,
nem do muito que se disse.

Escuto a tua musicalidade
A promessa que nunca se fez
O arrebatador conteúdo do teu silêncio
As palavras que trocou o meu olhar com o teu..
Guardo em mim, meu horizonte que me escapa

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Um dia...







És tudo isso…
Uma esperança eterna
de que um dia possa ser nosso
que deixemos de vaguear em lados opostos
que um dia nossos destinos
não apenas se cruzem.

Mergulhei nos teus olhos
e perdi o pé…
fiquei para sempre presa
à extremidade do teu olhar
O meu corpo faminto do teu
A minha pele sedenta da tua
Os meus lábios ávidos dos teus

És um sonho que já não sabe acabar
que se eterniza e se repete
vezes sem fim
És um ente distante
mas não ausente
Não se pode ausentar
quem nos habita
Vivo um dia atrás do outro sem sabor
apenas o teu que me aniquila docemente
que me alimenta e me saceia
esta sede imensa de ti

Espero pelo o dia…
em que me feches os braços,
à tanto tempo a acenar…
para finamente te dizer que
nunca saberás que és meu…
da mesma forma insana
que eu sou tua!

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

A todos os que me visitam aqui no meu Blog!

“Se um desejo apenas bastasse…
pediria tudo disfarçado de nada
Mas como só um desejo basta
peço um sonho….”

Que no novo ano sejamos capazes
de renovar esperanças
edificar novos sonhos,
mesmo depois de outros ruírem
Consolidar o que já construímos
… valorizar o que temos.

Que sejamos capazes
de agradecer,
de dar mais de nós
de o medo vencer.
Que sejamos capazes de Amar
mesmo depois de sofrer,
e nunca desistir
daquilo em que se acredita.

FELIZ 2011!! Obrigada hoje e sempre ... Por um Novo Amanhã!!!

Se um segundo apenas sobrasse














Não é fácil fingir que o teu silêncio não dói
E hoje nem sei
se não é mais fácil a distância à ausência.
Recordo outros dias de sorrisos felizes
e quase apetece que o tempo tivesse parado.
Já não somos quem éramos ontem
jamais o voltaremos a ser…
abraçámos mundos diferentes
eu sempre tão cheia das minhas certezas
tu mergulhado em teus medos.

Que importa o tempo que temos?
O que resta do tempo que nunca tivemos,
se um segundo, um dia, um mês, um ano…
Não é isso que te pergunto…
Porque eu se tivesse apenas
o tempo suficiente para vislumbrar um rosto
queria tanto que fosse o teu...

domingo, 19 de dezembro de 2010

...















É hoje, ainda hoje
Agora e sempre o mesmo sentir
O mesmo beijo afogado
O mesmo olhar
que fala para além do silêncio
que diz o que fica por dizer…
Sem frases feitas
Sem exigências absurdas
Com todo o tempo e futuro nenhum
Sem mágoa, sem dor ou pranto

É hoje e sempre
o respeito, a exactidão do inexplicável,
a Saudade eterna
à espera de tudo e de nada
É um hino, uma ode
que não exige refrão
nem pede promessas
Não dês nome a este sentir
Não queiras sem querer destruir
Um sentimento que não encontra palavras

É hoje, ainda hoje,
agora e para sempre…
Uma eternidade imensa
É coração, alma e carne
em que eu sou eu,
tu és tu
e sobra ainda espaço para nós.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Portal....




















Há uma porta aberta
que nunca se fecha
que se escancara à tua chegada
que secretamente te espera
que simplesmente não se fecha
porque eu não sou capaz
… de te esquecer
… de me libertar
… de desistir…

Há uma porta escancarada
Uma janela com vista para ti
Onde não avisto nada de mau
Apenas um lugar onde fui tão feliz!!

domingo, 17 de outubro de 2010

Sem que eu me perca...










Perco-me
na minha impaciência,
nos teus braços
Encontro-me
na tua indecisão,
no teu olhar

O mágico sorriso que inebria
O olhar onde mergulho
e perco o pé
És tu,
só tu,
sempre tu…
Apenas TU!
Apetece abraçar-te
Fundir no meu, o teu corpo
Sentir-me um só do teu lado
Sem deixar de ser quem sou
Sem que deixes, de ser quem és

Quem dera a vida toda do teu lado
um instante após o outro
Partilhar cada lágrima,
cada sorriso…
Quem dera a vida contigo
Sem te perder…
sem que eu me perca.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

A um AMIGO

Partiu... de sorriso nos lábios
como viveu a vida toda,
a contagiar com o poder da sua força
todos que se aproximavam
Deixou um legado que muitos jamais esquecerão
Deixa no coração, de quem com ele se cruzou, a saudade.

É Eterno!
É Único!
É Especial!

Homenagem a CN

sábado, 18 de setembro de 2010

Sonhar-te....















Exaltado sonhar-te…
Ser, inebriado, louco
Saboreia a vida em sobressalto
Aquece o frio
que a memória te traz
Adoça o amargo
que a despedida te deixa na boca
Sorve a vida toda de um trago
E aproveita cada momento
antes que a saudade me mate
Numa loucura quase infantil
abraça a felicidade e vive
que o amanhã pode ainda
ser surpreendente…
o amanhã ainda nos pertence.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Basta-me saber-te Livre!

Estou parada, imóvel, em frente daquela nossa janela com vista para um sítio só nosso, um infinito horizonte de um azul celestial salpicado em tons de fogo. Os pensamentos deambulam por um outro tempo de ausência feito… bordado de beijos e abraços que nunca se deram. Quase apetece abrir asas e sair voando quem sabe para te encontrar, ou apenas procurar-te por aí num outro ser, nuns outros braços onde me perca.


Não se pode abrir uma janela que nunca se fechou…. não se pode perder um voo que sempre foi nosso.. Se te entendo cada partida continuo a ansiar cada regresso… uma e outra vez sem nunca me cansar porque em mim há sempre um espaço, que sempre foi teu, que sempre será… entendes? Entendes que não há voo que não me leve sempre de volta aquele mesmo lugar que apenas tu conheces onde apenas tu estás?
Se voar libertasse …. quando sei que sem ti nunca serei livre!

Sei-te ausente, longe, mas sempre perto demais, deliciosamente perto. Dias há em que te cerras num silêncio assustador… desapareces entre a bruma das palavras, sem saber de que medo falas selaste em silêncio … e perdes-te mais uma vez. Depois, sem querer, sem presunção ou até vontade, desejas apenas abraçar a morte e talvez, quem sabe, encontrares a paz, aquela paz tão especial e há tanto tempo perdida. Contraria por um dia essa vontade e vem ao meu encontro, aninha-te no meu colo, usufrui do meu abraço, e fica, por o tempo que o tempo permitir, não penses no que tens para dar, dá-me um pouco de ti, e deixa que eu te dê tudo o que tenho.

Não percas o ser que me acalenta a vida… que vejo em teus olhos todos os dias (até mesmo quando não te vejo). Abraça a vida que ainda tem muito para te dar, sei sentes que o tempo urge, rouba tempo à vida, faz com que cada segundo seja especial e voa, vagueia errante, saboreia o vento, a chuva, o momento. Permite-te viver! E voa, num voo apressado, esse que eu tão bem conheço, voa para qualquer lugar, porque a mim basta-me saber-te LIVRE!
(Para alguém muito especial GMDTS)

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Vazio... simplesmente o vazio...

Ando em excesso...
talvez porque me sinto perder o pé...
mais uma vez.
Perdi-me de mim
e hoje encontro-me num lugar
onde não sei quem sou
Apetece apagar a memória
esquecer que existe vida lá fora
e simplesmente partir
para lugar nenhum.


Não me reconheço...
hoje apenas e só o vazio
não sinto nada
não sei de nada
não quero coisa nenhuma....
Secaram as lágrimas
e até a dor que ontem
me dilacerava o peito
hoje simplesmento sumiu.
e no seu lugar ficou
simplesmente o vazio....

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Confundem-se....














Confundem-se a verdade e a mentira
a realidade e o sonho…
Deambulam
por entre um emaranhado de factos
que não encaixam entre si
que perfilham uma história sem sentido.
Em que acreditar quando nada parece obvio
quando quero e não consigo
atingir o ponto sem retorno.

Confundem-se… as mentiras camufladas
que contam
Com a verdade que quero alcançar
O medo da dúvida de duvidar
A disparidade entre a palavra e o facto
que parecem fruto de realidades diferentes.
Confunde-se em mim o que dizes e o que fazes
Os factos e as histórias
Os dias e as horas
Há coisas que simplesmente não encaixam.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

O Nosso Momento!















Quero o teu abraço apertado
O teu beijo húmido, molhado
Quero a tua pele na minha
de suor o teu corpo adornado

Quero a exaltação do teu regaço
Os suspiros, os urros, a euforia
Quero o prazer, o cansaço
Quero a verdade da mentira.

Quero as tuas mãos nos meus seios
A tua boca no meu corpo
Quero o rosa e o cinzento
Quero a paz e a guerra
Quero a brisa e o vento
Quero o nosso momento!

Perdoas-me?




















Quis a vida, que os nossos caminhos
um dia se cruzassem,
que as nossas pernas se confundissem
e os cheiros se misturassem,
até já não sabermos qual de nós éramos.

O mágico instante que gravou
a tua silhueta em minha cama,
em lençóis brancos, de linho.
Ainda sinto os teus lábios nos meus,
as tuas mãos nos meus ombros nus.
Ainda me envolve o teu aroma.

Porque quis a vida que assim fosse,
que eu não soubesse mais de mim
sem saber de ti primeiro,
que não soubéssemos mais um do outro
o que desvendámos um dia.

Fiquei presa no teu abraço,
suspensa na extremidade do teu olhar,
onde me perdi,
onde me afoguei,
nesse mar azul dos teus olhos
Se por engano,
ou por vontade, te encontrar,
e te prender a mim por um instante,
e por tanto desejar não mais te ver partir,
te pedir para ficares,
perdoas-me?

Aqui e agora!



















Foi cais onde vieste ancorar
Vazio que se perpétua
até te encontrar…
Foi morte, foi ventre
começo e fim
de todas as coisas

Foi marinheiro e maré
terra e mar…
precipício,
abismo,
queda.
Foi voo em céu aberto
quando tinha o infinito por casa
e uma vida inteira para voar

É cais de pedra firme,
abrigo que te espera
O fim e o começo de todas as coisas,
Eu e Tu!
Pode tudo ser,
pode tudo acontecer,
aqui e agora!

domingo, 16 de maio de 2010

... Suspensa...



Embalo os meus sonhos
deixo-os repousar na ânsia doce
de chegar a lugar nenhum
e simplesmente regressar
ao lugar onde pertenço…,
do teu lado.

Adormeço os sonhos
enquanto te espero,
uma espera eterna
que tarda na demora
do teu regresso.

Sustenho a respiração,
suspendo a vida,
apesar de viver.
Encontro-te
quando acabo de te perder
e perco-me de mim
para te encontrar…
Vivo suspensa
na extremidade
do teu olhar!

sábado, 15 de maio de 2010

Os meus dias














Não quero os dias vazios,
quero dias cheios de gente,
repletos de choro e risos.
Quero que os dias sejam meus
Quero que sejam nossos.

Quero viver,
quero os riscos da vida
que viver é arriscar sentir
a dor, a alegria, as ânsias
o amor e também o ódio
a tristeza e a felicidade
Tudo o que seja contraditório.

Não quero dias vazios
Quero dias preenchidos de vida
Cheios de tudo e coisa nenhuma
Não quero dias banais
Quero tudo e muito mais.
Quero viver!
Não apenas passar pela vida
De rompante ou de fugida!

Só tu me conheces assim



Acordei com uma vontade louca
de devorar o teu nome,
sentir o teu abraço, o teu beijo…
Mas hoje vejo…
o teu passo apressado a fugir de mim,
a angustia amarga da distância.
Se devorasse o teu nome feito chuva,
o sabor inesquecível do teu beijo
o aroma doce da tua pele,
talvez pudesse
repousar a vida em tuas mãos
mais uma vez.

Hoje acordei com uma falsa alegria,
uma vontade de correr na tua direcção,
ou de ser o teu horizonte
e ver-te caminhar para mim,
com a coragem que se perdeu
com a vontade que ainda existe
com o querer que quase nos mata.

Acordei e apeteceu-me adormecer,
nos teus braços...,
fazer deste instante a vida inteira,
sabendo que sempre serei tua,
de uma forma insana e doentia,
que apenas tu compreendes,
que apenas tu conheces,
que apenas tu sentes...

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Escuta....















Escuta a musicalidade terna do teu sorriso.
Sente o teu olhar em mim
aquele onde eu tantas vezes perdi o pé,
onde me afoguei.
Se pudesses escutar a mágica melodia
contida no timbre suave da tua voz ao meu ouvido,
se pudesses sentir a sua magia,
num toque suave
que me penetra a alma
e alcança, de uma só vez,
todas as coisas,
até mesmo a que ninguém vê.

Sente o doce sabor dos teus lábios,
a intensidade inexplicável
da imensidão do teu abraço.
Se pudesses saber destas pequenas coisas
que me enchem a vida de vida
que me elevam para lá dos outros seres
Ai se pudesses saber de ti tudo o que eu sei…

Deixem-me acerditar...
















Estou na tua pele
com a intensidade louca
de uma paixão que não cessa,
de um amor que transcende o tempo
e se emancipa, se perde
na imensidão do teu ser.

Sou quase tua…
quando nunca o deixei de ser.
O meu pensamento pertence-te
O meu coração ainda é teu
e tu serás sempre meu,
por uma única e só razão:
Eu acredito!

E deixem-me acreditar
que tu és eterno
és divino e intocável…
que vivo no teu coração
como vives tu ,para sempre, no meu.
Deixem-me acreditar que não é sonho!

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Vem!














Vem, atraca o teu peito no meu
Finge que nunca partiste
E volta a este lugar que ainda é teu
Vem embalado pelas ondas de mais uma maré
Traz contigo a crença, o amor a fé… e vem.
Encosta o teu corpo no meu
Este corpo sedento de ti
Que ainda é teu, que te pertence
e sempre pertenceu.

Vem embarcar num sonho
Só nosso, só meu e teu
Vem que o tempo urge
e a espera desespera na demora
Vem, que nunca é tarde,
até mesmo quando parece
Vem, que os meus lábios anseiam os teus
Que ainda é o teu nome que evoco baixinho
Vem, eu sei, que ainda conheces o caminho…

quarta-feira, 21 de abril de 2010

O Meu Castelo


As pedras das paredes do meu castelo
apanhei-as no caminho
entre as trevas e as sombras
junto a um penhasco ou
à beira de um abismo

O meu castelo,
onde repouso as agruras de guerreira,
onde me escondo,
onde estou protegida,
minha fortaleza de pedra.
As muralhas que derrubaste
desejo hoje erguê-las mais altas,
cada dia mais altas…
que me cerquem,
que me protejam.

São hoje quase
intransponíveis,
as paredes que ergo,
este meu castelo,
feito de medo.

À noite...















...olho as estrelas...
Hoje a noite parece ter-me abraçado.
Prende-me na sua teia de nostalgia,
sem dó nem piedade,
trazendo-me à memória
lembranças de outras noites,
tão deferentes desta.
A música de fundo
traz-me teu nome
na magia desta primavera outonal.

Sinto os teus braços ao meu redor,
o teu beijo terno
e quase acredito que ainda estou contigo…
À noite perco-me de mim e vou na tua direcção,
sem nunca te encontrar,
e depois regresso envolta em lágrimas
que não merecia chorar.

O tempo parece querer-me libertar
de um sonho em que deixei de acreditar.
Talvez para poder voltar a sonhar,
ter outros sonhos,
novos caminhos,
diferentes encruzilhadas,
novas escolhas,
novos rumos,
uma nova estrada.

Mas a noite, sempre traiçoeira,
não me deixa esquecer
que a cama, em que hoje durmo,
já foi nossa.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

"O Poste Amarelo"

O poste amarelo,
local de começo,
de recomeço,
de Fim!

Símbolo
da minha resistência,
da minha derrota,
da tua desistência
do nosso Fim!

O poste amarelo
Que o viu florescer
Que o viu crescer
Que o viu morrer…

Símbolo inequívoco
de um tempo
que se esfumou
O vinho que se bebeu
hoje de travo amargo
azedou….

Foi local de precipício
do meu ser
Símbolo de nós
Que hoje tento esquecer.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Altar Particular - Maria Gadú

Meu bem que hoje me pede pra apagar a luz
E pôs meu frágil coração na cruz
No teu penoso altar particular

Sei lá, a tua ausência me causou o caos
No breu de hoje eu sinto que
O tempo da cura tornou a tristeza normal

E então, tu tome tento com meu coração
Não deixe ele vir na solidão
Encabulado por voltar a sós

Depois, que o que é confuso te deixar sorrir
Tu me devolva o que tirou daqui
Que o meu peito se abre e desata os nós

Se enfim, você um dia resolver mudar
Tirar meu pobre coração do altar
Me devolver, como se deve ser

Ou então, dizer que dele resolveu cuidar
Tirar da cruz e o canonizar
Digo faço melhor do que lhe parecer

Teu cais deve ficar em algum lugar assim
Tão longe quanto eu possa ver de mim
Onde ancoraste teu veleiro em flor

Sem mais, a vida vai passando no vazio
Estou com tudo a flutuar no rio esperando a resposta ao
que chamo de amor

E Agora? (o que senti entre dor e prato hoje sinto-me como a letra da canção)


Não me beijes
Não digas que me amas
Não repitas as mentiras que eu não quero ouvir
Já não acredito, deixei de acreditar
E agora?

Desabei…
Caí do mais alto penhasco
Desiludi-me
Sinto-me enganada, usada
maltratada, injustiçada
amarga ….
E agora?

Não confio em ti
Não acredito em ti
És um fraco!
Um indeciso…
Um miúdo
Uma criança
Um errante
Tenho pena e raiva
Uma raiva maior que a esperança
E agora?

Não sei viver sem segurança
A caminhar no arame
Não sou trapezista
Não me movo bem
sobre areias movediças
O sonho morre lentamente
Mataste-o!
E agora?

Busco um novo alento
Que em ti não encontro
Foste uma desilusão
Um engano
Fingiste ser quem não és
És inseguro, imaturo
Irritante
Hoje consola-me a raiva e o pranto.
E agora?

És cobarde!
Apenas hesitas por medo
Não sentes nada,
então avança!
Faz o que queres:
Desiste!
Não esperes que seja eu a desistir…
Faz-te Homem!
Não me beijes
Não me mintas…
Hoje vejo-te como um fraco
E agora?

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Morres lentamente enquanto vives...

Morres lentamente
enquanto vives…
Reflexo incerto de mim
Silhueta imperfeita de nós
Esconde no sorriso
um rio de lágrimas
Disfarça a mágoa,
a tristeza,
a dor.

Desistes de ti
como quem larga a vida
e abandona o palco, antes do fim.
Queres sair antes da hora!
Liberta-te dos teus medos
pára de procurar apenas o reflexo
de um passado que já não és tu.
A vida é mais que este momento
A vida vai muito para lá de agora.

Morres lentamente
enquanto ainda vives…
Faz luto de quem foste
e aproveita os últimos instantes.
Faz o que nunca fizeste,
Vive o que sempre desejaste.
Liberta-te das ânsias e dos medos
Rasga uma página e outra
Reescreve, ainda é tempo
Nunca é tarde
embora não seja cedo.

Sonha, progride
Não é tempo de despedidas
Se faltar uma hora para o final
que seja a melhor de todas as horas.

Minha Súplica....














Queria não ter memória,
nem recordações boas ou más…
Ser como um peixinho dourado
que se esquece de tudo a cada 3 segundos
Hoje não queria ter lembrança de ter sido feliz ou infeliz,
Queria não ter saudade nem passado…
Queria esquecer pela dor de ter perdido,
pela dor da própria dor,
por tudo e nada.

Hoje queria nem sequer ter vivido coisa nenhuma
Ser apenas um resto de nada
Estar de alma lavada
Sem recordações,
Sem cicatrizes
Queria o coração vazio
Hoje queria, como Tu,
poder não sentir nada.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Como se tivesse 100 anos...














Hoje não tenho nada de bom para dar
apenas a raiva e o pranto
Hoje tenho o vazio
Olho-me ao espelho
e sinto como se tivesse cem anos
Mas não tenho nem 100 nem 25…

Arrasto-me até ao abismo
onde não quero cair
e só tenho a raiva e o pranto
Sinto o peso de cem anos,
vejo no meu rosto
marcas que não estão lá,
sinto as dores de feridas
que cicatrizaram
Hoje sinto todas as dores passadas
e tenho temores que não acabam.

Hoje tenho os anos que sinto
Hoje sou quem não sou
Hoje tenho apenas a raiva e o pranto
e nada de bom para dar...
Hoje tenho apenas o vazio como meu.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Porque Sonho


Sonho porque é mais fácil sonhar que desistir
Não sei desistir nem quero aprender
e às vezes isso assusta-me
Acredito porque sonho
se não, talvez, já tivesse desistido de esperar
mas é mais fácil esperar que desistir.
Afeiçoei-me a um sonho
que acredito que se possa concretizar
Não o vejo como uma utopia
Não pode ser uma quimera,
não quero acreditar
não sou capaz
Por isso acredito na espera
Que um dia o sonho chega
Se desistir de sonhar morro
É mais fácil sonhar do que perder.
E para quem vive a sonhar
é muito mais fácil viver.
O amor é isto mesmo,
ou se vive sem limites,
ou então não vale a pena.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Sobras de mim... pedaços de nós















Peças que já não se encaixam,
fragmentos de outro tempo,
de uma outra história,
que não a minha,
que não a nossa.

Sobras, restos de nós
que se perdem no tempo
Nunca fomos o que seremos
Nunca eu fui parte de nós

Excertos de uma melodia
que se silencia, cala.
Um passo de mágica que se desfaz
O fim de todo o encanto
numa história trágica
de agonia, dor e pranto.
São sobras de mim,
pedaços de nós.

Deixa a janela do sorriso aberta...










Deixa a janela do sorriso aberta
e deixa-me entrar…
Não te escondas na insensatez desta hora
Não deixes que o tempo passe e não o vivas
Se acreditas corre atrás
Se duvidas deixa-o quedar
que o tempo passa a correr
e o amor morre devagar

Deixa a janela do sorriso aberta
e não desistas
Não percas tempo, que é precioso
Não finjas o que não consegues concretizar
Não interessa o que fazem mas como o sentes

Deixa a janela do sorriso escancarada…
e sai desse marasmo
Não deixes que te derrubem
Não deixes de acreditar
Mesmo que nunca
o venhas a encontrar

sábado, 13 de março de 2010

Choro...

Sou um mistério
para mim e para os outros,
Sou capaz de chorar
com a mesma intensidade
com que esboço um sorriso.
Sou capaz de ambos pelo mesmo motivo.

Choro…
por tudo e por nada.
Porque estou feliz
e quando estou triste.
Comovo-me com um rosto na rua,
com o abraço de um amigo.
Quando vejo alguém triste,
quando vejo pessoas felizes

Choro…
às vezes sem saber porquê.
Choro como quem lava a alma,
que sem lágrimas quase apodrece.
Exorcizo as dores, os lamentos
e choro às vezes porque sou feliz.

Choro de saudade nem sei bem de quê
e choro por mim tantas vezes,
vezes demais até.

sexta-feira, 5 de março de 2010

O meu Desejo

Desperto lentamente

com o teu beijo…
Num devaneio silencioso
apago a luz e adormeço
embebida no teu perfume

Sonho com a tua pele,
a maciez doce das tuas mãos
no meu corpo, pelo meu corpo.
E quase ensandeço
a pensar em ti…
É devaneio
desejar-te assim
É paixão que entorpece
que se apodera de mim
e me enlouquece

Morre lentamente, pela manhã
apertado em minhas mãos,
ausentes do teu corpo,
o meu desejo mudo e louco.

Cansei-me!

Cansei-me de tentar entender o que se precipita sobre mim, os sentimentos contraditórios, as razões irracionais, as ausências e as saudades.

Cansei-me, simplesmente cansei-me. Apetece-me gritar: desisto, de tentar compreender as minhas e as razões dos outros, como se razão pudesse haver para certas coisas.

É oblíquo o caminho que percorro dentro de mim, é transversal ao que acredito, ao que sonho, ao que creio. Não me perguntem porquê, cansei-me também de responder a essa questão, porque vezes há em que não existe razão nem motivo, apenas só o querer e a vontade e esses não se explicam. Posso até tentar mas nas palavras não encontro explicação e o sentir não esvoaça de mim para que o entendam. Não encontro as palavras, porque essas ainda não existem para tal descrição…

Cansei-me, hoje é essa a minha única razão!

quinta-feira, 4 de março de 2010

Visto do céu...

Visto de céu …
parece pequeno quase inexistente
Visto do céu, ninguém o vê,
ninguém o sente…
E brilha mais que o sol
E queima bem mais que o fogo
Mas visto do céu parece tão pequeno.
Parece que nada é, e pouco significa
Mas é tudo, bem mais que qualquer riqueza,
mais que um sorriso porque me dá milhentos.

Visto do céu nem alegria nem tristeza,
parece significante…
Porque visto do céu tudo se esquece
Visto do céu…
nem se avista…
E aqui e agora a gente sente,
sabe que existe realmente
Mas visto do céu…
Nem dor, nem pecado
Visto do céu apenas vejo
a minha pequenez
num sonho inacabado.

Como estás?

Preocupa-me o teu olhar perdido na parede branca
Preocupa-me quando te perdes no infinito e não regressas,
quando vais e vens em momentos de lucidez,
tão solene e dissipada…
Preocupa-me o abraço distante o beijo ausente,
a tristeza estampada a preto e branco no teu rosto.

Preocupa-me a tua aparência feliz,
a falsidade lânguida com que te vestes.
És feliz?
Não respondas, não digas nada...
porque o teu olhar tudo diz.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Cantarei...

Cantei-te... na harmonia doce da canção
Valerá a pena caminhar onde não há horizonte?
Parece até que o céu e a terra mudaram de lugar.
Tenho o meu mundo do avesso,
virado de pernas para o ar,
num caos que já não controlo.

Cantei-te ... numa melodia silenciosa
Dancei uma dança sem gestos, imóvel.
Acredito, quero acreditar
que amanhã ainda terei forças
para continuar cantando
e entoar esta mesma melodia.
Sair pela vida dançando
a doce melodia que hoje canto.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Apetece-me.... uma e outra vez

Apetece esconder-me,
deixar passar a vida e não viver.
É mais fácil parar que andar para a frente.
Não quero sofrer, nem perder-te,
perfiro deixar-te ou fugir.

Apetece-me desaparecer,
apenas me falta a coragem.
Sou feliz, mas já fui mais.
Quero acreditar, mas só duvido,
e eu não sei viver a duvidar.

Apetece-me fugir...
não ser quem sou,
não ser ninguém.
Tenho no peito uma enorme dor,
uma mágoa que guardo,
uma ferida ainda aberta,
que não confesso.
Tenho um sabor amargo na boca
e no peito nenhuma certeza.
Preciso, preciso ouvir-te dizer...
o que pedes que adivinhe.

Cresceu...

Cresceu com a impaciência própria dos anos
Fez-se mais que tudo em menos de nada
Arrastou consigo a  vida inteira
Envolto em melodias que criávamos
Eram as letras e as canções
que num vai e vem desencontrado
guardavam os segredos mais fatais

Cresceu na magnificiência dos imortais
suspenso num boquet de cheiros
numa palete de cores naturais
o mar, a serra, os meus lençois...
A doçura inebriante dos teus lábios
o toque da maciez da tua pele.

Cresceu preso num olhar e na memória
Fez parte de mim, de ti
e da nossa história...
Ficam as canções para recordar
e a memória para que nunca possa esquecer...
Cresceu... e um dia decediu morrer.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Bom Ano de 2010

Agradeço os comentários aqui deixados, agradeço igualmente a todos aqueles que simplesmente leram as palavras que aqui partilho
Agradeço aos anónimos, aos amigos e desconhecidos.

A todos os que já visitaram este meu espaço de desabafo e confissão, o meu muito obrigada!

DESEJOS DE UM 2010 RECHEADO DO MELHOR QUE A VIDA TEM.... AMOR E TUDO O MAIS QUE DESEJAREM!

A todos o meu mais sincero OBRIGADA!