Terça-feira, 13 de Março de 2012

O Amor não morre















O Amor não se apaga de um dia para outro
Não esmorece com a distância
Nem morre, apesar da dor, da mágoa…
É dualidade, contradição,
o dilema entre o que é certo e errado.
Se é Amor, é eterno…
Mas amar só não basta!

Tenho ainda as tuas palavras
a ecoarem na minha cabeça
a relembrarem-me constantemente
as razões porque te deixei…
não foi por não te amar,
mas sim por te amar demais
e por isso mesmo,
doer desmesuradamente
tudo aquilo que me disseste.

Não, o Amor não se esquece,
Nem mesmo quando muito o desejamos.
Nem quando é melhor para nós
O amor não morre, simplesmente adormece…

Terça-feira, 21 de Fevereiro de 2012

















Cabes na ambiguidade das minhas palavras,
na dualidade dos meus sentimentos,
na indecisão precisa das minhas acções.


Encaixas nos meus dias,
perfazes os minutos insignificantes da minha existência,
és tu aqui e agora,
um já que nunca ocorre,
um agora que se esquece de acontecer.

Cabes na imensidão das pequenas coisas,
encaixas, no meu peito vazio, sem que o preenchas.
Esqueces-te de mim, quando nunca te lembras
que cada novo dia é o renascer esplendoroso
de uma nova esperança.

Cabes onde há verdades que sempre o foram e mentiras que nunca o serão.
Menti quando disse que nunca te iria deixar...?
Não menos do que tu quando prometeste nunca me magoar…
não cabes em mim que a tua vida é por demais pequena
para eu poder caber lá, nesse espaço de ausência
de um sentimento maior que tu.

Cabes em “quase perfeição”
na sombra que se ergue do nada.
És a escolha que não tenho,
o sabor ineficaz de um dia comum,
és a minha trivialidade mais que perfeita,
um verbo que não se conjuga nem no passado,
nem no futuro,
nem em tempo nenhum.

Quinta-feira, 19 de Janeiro de 2012



















Trago no peito o teu nome
nos lábios o sabor eterno dos teus beijos
No meu corpo a marca das tuas mãos
Nos meus sonhos o teu abraço

Levaste de mim um eu que em ti existe
prendi-me no teu olhar, eternizei-te...
em mim,…
num quadro um às de copas ,
um dois de paus...
Eu e tu no balanço manso dos dias
Existes em mim…
habitas-me como desde o primeiro dia
eternamente TU
Apenas TU!
Único, divino sabor que me cantou em balada
espero por ti….
nunca saberei como dizer-te
tudo o que sei que já sabes.
Não te esqueças de voltar…
Eu nunca saberei partir
enquanto viver
estarei assim, para sempre presa
na extremidade do teu olhar

Sexta-feira, 30 de Dezembro de 2011



















Há dias que mais valia não viver
pelos quais podíamos apenas passar…
Apetece mudar de estação
acabar com o inverno
inaugurar uma nova Primavera
amanhecer num quente verão…

Há dias que apetece esquecer…
dias sem passado ou futuro
dias que derrubam paredes
mas erguem muros
Que nos separam do que somos
e fazem de nós alguém
que não reconhecemos.

Há dias em que apetece regressar
a um passado que já foi
só porque nos parece melhor que o presente.

Há dias em que se acredita
que o amanhã poderá ser melhor
do que outro dia qualquer.
Acreditemos que o futuro
ainda nos pode dar
tudo aquilo que quisermos.

BOM ANO A TODOS!!!! Façamos de 2012 o Futuro

Segunda-feira, 12 de Setembro de 2011

Gostas?

Gostas da encruzilhada em que vives,
do espaço, cheio de nada, que ocupas,
do tempo que não te pertence,
das palavras que não são tuas?

Gostas que o tempo não passe,
que a loucura te assista,
que a demência te mate,
que a ausência te incrimine?

Gostas do espaço vazio,
de não sentires nada que sintas,
de não sentires que te sintam,
de não seres tu?

Gostas…
dos silêncios que perturbam,
das acusações que te culpam,
das mentiras que te contam…
de seres esquecida?

Gostas?

Quarta-feira, 9 de Março de 2011

Máscaras...














Tiraste a máscara
acabou a fantasia
morreu o sonho
Os dias passam apressados
sem olharem para nós
sem repararem na nossa pequenez

Tiraste a máscara
e nada sobrou do que foste
apenas a ténue lembrança de uma fantasia
de um sonho, que apenas eu sonhei.

Tiraste a máscara que usas todos os dias,
para te protegeres, para enganares,
para te esconderes
mas uma coisa é certa,
sempre que a usas,
enganas-te mais a ti que aos outros.

Tiraste a máscara
e deixaste de desfilar,
numa avenida escura,
neste imenso Carnaval
que é a vida...

Quarta-feira, 26 de Janeiro de 2011

Hoje...













Hoje queria poder esquecer-te

Apagar as tuas pegadas na minha praia
arrancar os teus beijos dos meus lábios
as tuas mãos do meu corpo…
e simplesmente esquecer-me de ti

Fazes incoerentemente parte de mim
Dás um sentido, sem sentido à minha vida
E no final só sei que te preciso
mais do que preciso de mim.

Hoje queria poder esquecer-te
sem me esquecer de mim
Queria poder não te precisar
desta forma tão insana,  irracional
E não importa a distância
não se esquece alguém que nos habita
não se deixa de amar só porque sim.

EU!









Se te pudesse falar de mim
como quem fala a um estranho
Contar-te … nada!
Poder ser quem eu quiser
e nunca na verdade ser eu
e no fundo não ser nada.

Por um segundo existir,
como num sonho,
ancorada ao teu peito,
presa em teu abraço,
embevecida no teu beijo,
e por um segundo ser tudo
e não ser nada.

Se pudesse esquecer
todos os abraços,
todas as lágrimas,
todas as dores,
todas as mágoas,
e recomeçar do zero,
sem memória de coisa nenhuma.

Talvez assim fosse afortunada
… despojada de tudo
o que um dia me fez feliz
Largar pelo chão
tudo o que perdi
ou ganhei…
Deixar de carregar
todo o meu passado,
tudo o que faz de mim o que sou,
mas sabes talvez eu não seja nada….

Essência













Se soubesses de mim o que não digo
tudo aquilo que escondo só para mim
Se soubesses do que trago no peito
este sentir desalmado que não morre nunca
que se multiplica e me transcende

Se soubesses de mim, o que de mim nem eu sei
os segredos mais secretos e profundos
as mentiras e as meias verdades
esta tela de mim, que eu pinto para o mundo

Se soubesses de mim, o que de mim mais ninguém sabe
talvez pudesses entender o quanto sofro,
talvez pudesses compreender de que falo,
quando guardo em meu silêncio
a verdade do que por ti sinto
a essência do que calo

Migalhas - Erasmo Carlos (cantado por Simone)














Sinto muito mas não vou medir palavras
Não se assuste com as verdades que eu disser
Quem não percebeu a dor do meu silêncio
Não conhece o coração de uma mulher
Eu não quero mais ser da sua vida
Nem um pouco do muito de um prazer ao seu dispor
Quero ser feliz
Não quero migalhas do seu amor
Do seu amor

Quem começa um caminho pelo fim
Perde a glória do aplauso na chegada
Como pode alguém querer cuidar de mim
Se de afecto esse alguém não entende nada
Eu não quero mais ser da sua vida
Nem um pouco do muito de um prazer ao seu dispor
Quero ser feliz
Não quero migalhas do seu amor
Do seu amor

Não foi esse o mundo que você me prometeu
Que mundo tão sem graça
Mais confuso do que o meu
Não adianta nem tentar
Maquiar antigas falhas
Se todo o amor que você tem pra me oferecer são migalhas
Migalhas

Eu não quero mais ser da sua vida
Nem um pouco do muito de um prazer ao seu dispor
Quero ser feliz
Não quero migalhas do seu amor
Do seu amor
Sinto muito mas não vou medir palavras
Sinto muito