Há 8 meses
quarta-feira, 4 de abril de 2012
É o teu sorriso que me hipnotiza,
aquele onde escondes a tua tristeza
É no teu olhar que perco o pé
e me deixo levar para longe de mim.
É no teu corpo que me escondo
É no teu abraço que me protejo,
nesse abrigo a que chamo meu
É a ti que procuro,
nos olhares que se cruzam,
no corpo a meu lado na cama
É o teu sorriso que vejo
É o teu olhar que receio
É o teu corpo que desejo
É o teu abraço que anseio
Procuro por ti, sem te encontrar…
Procuro por mim…,sem ti não sei quem sou,
nem onde ir… ou para onde caminhar.
Demência...
Eterno…
Tão presente quanto ausente
Endeusamento encantado
Insano.., consciente
Um Tudo ou Nada!
Mordaz sentimento,
ironia a brincar com o meu destino.
Inesquecível…
Insaciável…
Apaixonado quase violento
Minha maior insanidade,
meu doce tormento…
Quisera cantar-te em balada
Quisera guardar-te em silêncio
Minha mais terna loucura
Minha mais lúcida demência
terça-feira, 3 de abril de 2012
Podia sonhar-te
Idealizar a minha mais louca fantasia
a teu lado… e dizer-te:
Veste-te de fantasia
e vem desfilar nos meus sonhos
Enfeita-te de cores garridas
e vem adornar o meu mundo cinzento
Hoje faço…,
do teu corpo o meu palco dourado,
dos teus lábios anjos que abraço com os meus
das tuas mãos molduras, para adornar o meu corpo…
que quase louco se faz teu… nos meus sonhos.
terça-feira, 20 de março de 2012
Já tentaste purgar um amor
com migalhas de um nada que,
na solidão, te parece tudo?
Já tentaste procurar noutro alguém
a pessoa que mais te fez feliz?
Nunca encontrarás…
Uma pessoa não aniquila a falta de outra
não substitui o que perdeste…
(Outro nunca serás tu!)
O beijo, não tem o mesmo sabor
Iludes-te… imaginando que tens o que perdeste
O corpo não tem o mesmo toque suave
O cheiro é tão diferente…
E fazes por acreditar que é melhor
quando no funda reconheces
que nada se lhe compara.
Nada nunca será igual
Nem sequer semelhante
Ao tudo que um dia tiveste.
E a insatisfação, a frustração
Arrastam contigo os sentimentos do outro
E tudo termina e destróis quem se cruza em teu caminho
Enquanto procuras o que perdeste…
aquele alguém que te abandonou,
o Amor que não esqueceste
Agora aqui parada …
Sozinha comigo mesma…
Entre o tudo e o nada
Faço o meu luto,
arrumo as memórias doces
de alguém que nunca deixei de amar,
de outro tempo que nãose esquece,
e hoje sei a verdade
o amor nunca morre apenas adormece....
terça-feira, 13 de março de 2012
O Amor não morre
O Amor não se apaga de um dia para outro
Não esmorece com a distância
Nem morre, apesar da dor, da mágoa…
É dualidade, contradição,
o dilema entre o que é certo e errado.
Se é Amor, é eterno…
Mas amar só não basta!
Tenho ainda as tuas palavras
a ecoarem na minha cabeça
a relembrarem-me constantemente
as razões porque te deixei…
não foi por não te amar,
mas sim por te amar demais
e por isso mesmo,
doer desmesuradamente
tudo aquilo que me disseste.
Não, o Amor não se esquece,
Nem mesmo quando muito o desejamos.
Nem quando é melhor para nós
O amor não morre, simplesmente adormece…
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
Cabes na ambiguidade das minhas palavras,
na dualidade dos meus sentimentos,
na indecisão precisa das minhas acções.
Encaixas nos meus dias,
perfazes os minutos insignificantes da minha existência,
és tu aqui e agora,
um já que nunca ocorre,
um agora que se esquece de acontecer.
Cabes na imensidão das pequenas coisas,
encaixas, no meu peito vazio, sem que o preenchas.
Esqueces-te de mim, quando nunca te lembras
que cada novo dia é o renascer esplendoroso
de uma nova esperança.
Cabes onde há verdades que sempre o foram e mentiras que nunca o serão.
Menti quando disse que nunca te iria deixar...?
Não menos do que tu quando prometeste nunca me magoar…
não cabes em mim que a tua vida é por demais pequena
para eu poder caber lá, nesse espaço de ausência
de um sentimento maior que tu.
Cabes em “quase perfeição”
na sombra que se ergue do nada.
És a escolha que não tenho,
o sabor ineficaz de um dia comum,
és a minha trivialidade mais que perfeita,
um verbo que não se conjuga nem no passado,
nem no futuro,
nem em tempo nenhum.
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Trago no peito o teu nome
nos lábios o sabor eterno dos teus beijos
No meu corpo a marca das tuas mãos
Nos meus sonhos o teu abraço
Levaste de mim um eu que em ti existe
prendi-me no teu olhar, eternizei-te...
em mim,…
num quadro um às de copas ,
um dois de paus...
Eu e tu no balanço manso dos dias
Existes em mim…
habitas-me como desde o primeiro dia
eternamente TU
Apenas TU!
Único, divino sabor que me cantou em balada
espero por ti….
nunca saberei como dizer-te
tudo o que sei que já sabes.
Não te esqueças de voltar…
Eu nunca saberei partir
enquanto viver
estarei assim, para sempre presa
na extremidade do teu olhar
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
Há dias que mais valia não viver
pelos quais podíamos apenas passar…
Apetece mudar de estação
acabar com o inverno
inaugurar uma nova Primavera
amanhecer num quente verão…
Há dias que apetece esquecer…
dias sem passado ou futuro
dias que derrubam paredes
mas erguem muros
Que nos separam do que somos
e fazem de nós alguém
que não reconhecemos.
Há dias em que apetece regressar
a um passado que já foi
só porque nos parece melhor que o presente.
Há dias em que se acredita
que o amanhã poderá ser melhor
do que outro dia qualquer.
Acreditemos que o futuro
ainda nos pode dar
tudo aquilo que quisermos.
BOM ANO A TODOS!!!! Façamos de 2012 o Futuro
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Gostas?
Gostas da encruzilhada em que vives,
do espaço, cheio de nada, que ocupas,
do tempo que não te pertence,
das palavras que não são tuas?
Gostas que o tempo não passe,
que a loucura te assista,
que a demência te mate,
que a ausência te incrimine?
Gostas do espaço vazio,
de não sentires nada que sintas,
de não sentires que te sintam,
de não seres tu?
Gostas…
dos silêncios que perturbam,
das acusações que te culpam,
das mentiras que te contam…
de seres esquecida?
Gostas?
do espaço, cheio de nada, que ocupas,
do tempo que não te pertence,
das palavras que não são tuas?
Gostas que o tempo não passe,
que a loucura te assista,
que a demência te mate,
que a ausência te incrimine?
Gostas do espaço vazio,
de não sentires nada que sintas,
de não sentires que te sintam,
de não seres tu?
Gostas…
dos silêncios que perturbam,
das acusações que te culpam,
das mentiras que te contam…
de seres esquecida?
Gostas?
quarta-feira, 9 de março de 2011
Máscaras...
Tiraste a máscara
acabou a fantasia
morreu o sonho
Os dias passam apressados
sem olharem para nós
sem repararem na nossa pequenez
Tiraste a máscara
e nada sobrou do que foste
apenas a ténue lembrança de uma fantasia
de um sonho, que apenas eu sonhei.
Tiraste a máscara que usas todos os dias,
para te protegeres, para enganares,
para te esconderes
mas uma coisa é certa,
sempre que a usas,
enganas-te mais a ti que aos outros.
Tiraste a máscara
e deixaste de desfilar,
numa avenida escura,
neste imenso Carnaval
que é a vida...
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