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segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Gostas?

Gostas da encruzilhada em que vives,
do espaço, cheio de nada, que ocupas,
do tempo que não te pertence,
das palavras que não são tuas?

Gostas que o tempo não passe,
que a loucura te assista,
que a demência te mate,
que a ausência te incrimine?

Gostas do espaço vazio,
de não sentires nada que sintas,
de não sentires que te sintam,
de não seres tu?

Gostas…
dos silêncios que perturbam,
das acusações que te culpam,
das mentiras que te contam…
de seres esquecida?

Gostas?

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Hoje...













Hoje queria poder esquecer-te

Apagar as tuas pegadas na minha praia
arrancar os teus beijos dos meus lábios
as tuas mãos do meu corpo…
e simplesmente esquecer-me de ti

Fazes incoerentemente parte de mim
Dás um sentido, sem sentido à minha vida
E no final só sei que te preciso
mais do que preciso de mim.

Hoje queria poder esquecer-te
sem me esquecer de mim
Queria poder não te precisar
desta forma tão insana,  irracional
E não importa a distância
não se esquece alguém que nos habita
não se deixa de amar só porque sim.

EU!









Se te pudesse falar de mim
como quem fala a um estranho
Contar-te … nada!
Poder ser quem eu quiser
e nunca na verdade ser eu
e no fundo não ser nada.

Por um segundo existir,
como num sonho,
ancorada ao teu peito,
presa em teu abraço,
embevecida no teu beijo,
e por um segundo ser tudo
e não ser nada.

Se pudesse esquecer
todos os abraços,
todas as lágrimas,
todas as dores,
todas as mágoas,
e recomeçar do zero,
sem memória de coisa nenhuma.

Talvez assim fosse afortunada
… despojada de tudo
o que um dia me fez feliz
Largar pelo chão
tudo o que perdi
ou ganhei…
Deixar de carregar
todo o meu passado,
tudo o que faz de mim o que sou,
mas sabes talvez eu não seja nada….

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

O que é afinal o Amor?










O Amor é uma gargalhada espontânea
Um sorriso que nunca termina
Uma lágrima que nunca seca
É euforia e dor
O Amor encanta
ilude
engana
É um mais querer
quem se quer tanto
É saudade,
riso e pranto

O Amor é um abraço que nunca termina
É um ódio que não desvanece
Um sentir que nunca esquece
É magnânime e perdoa
É cruel e castigador
É vingativo e piedoso
É egoísta… interesseiro
É altruísta, abnegado
É enganador e traiçoeiro…

O Amor marca, fere e mata
É uma ferida que nunca sara
Uma cicatriz que ninguém vê
É cheio de verdade, mentira e fé
É uma esperança em que ninguém crê
Um sentir porque todos esperam
Mas afinal, o Amor, alguém sabe o que é?

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Meu horizonte longínquo...














Meu horizonte…
que nunca alcanço
que parece fugir…
que se desvanece e me trespassa.
Minha ode de esperança renovada
Eterno amor que nunca esqueço
que se assoberba de saudade a cada dia

A magnificência doce do teu ser
O endeusamento insano em que me vês
Os medos que derrotam as vontades,
que matam os quereres
Não esqueço mais aquele abraço
Não mato em mim aquele sabor doce amargo
do tanto que ficou por dizer,
nem do muito que se disse.

Escuto a tua musicalidade
A promessa que nunca se fez
O arrebatador conteúdo do teu silêncio
As palavras que trocou o meu olhar com o teu..
Guardo em mim, meu horizonte que me escapa

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Confundem-se....














Confundem-se a verdade e a mentira
a realidade e o sonho…
Deambulam
por entre um emaranhado de factos
que não encaixam entre si
que perfilham uma história sem sentido.
Em que acreditar quando nada parece obvio
quando quero e não consigo
atingir o ponto sem retorno.

Confundem-se… as mentiras camufladas
que contam
Com a verdade que quero alcançar
O medo da dúvida de duvidar
A disparidade entre a palavra e o facto
que parecem fruto de realidades diferentes.
Confunde-se em mim o que dizes e o que fazes
Os factos e as histórias
Os dias e as horas
Há coisas que simplesmente não encaixam.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Como se tivesse 100 anos...














Hoje não tenho nada de bom para dar
apenas a raiva e o pranto
Hoje tenho o vazio
Olho-me ao espelho
e sinto como se tivesse cem anos
Mas não tenho nem 100 nem 25…

Arrasto-me até ao abismo
onde não quero cair
e só tenho a raiva e o pranto
Sinto o peso de cem anos,
vejo no meu rosto
marcas que não estão lá,
sinto as dores de feridas
que cicatrizaram
Hoje sinto todas as dores passadas
e tenho temores que não acabam.

Hoje tenho os anos que sinto
Hoje sou quem não sou
Hoje tenho apenas a raiva e o pranto
e nada de bom para dar...
Hoje tenho apenas o vazio como meu.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Cantarei...

Cantei-te... na harmonia doce da canção
Valerá a pena caminhar onde não há horizonte?
Parece até que o céu e a terra mudaram de lugar.
Tenho o meu mundo do avesso,
virado de pernas para o ar,
num caos que já não controlo.

Cantei-te ... numa melodia silenciosa
Dancei uma dança sem gestos, imóvel.
Acredito, quero acreditar
que amanhã ainda terei forças
para continuar cantando
e entoar esta mesma melodia.
Sair pela vida dançando
a doce melodia que hoje canto.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Indecisão...



Estou confusa…
Não sei o que sinto
nesta falsa e aparente normalidade
que não me conforma
que não me satisfaz.
Como pode uma tempestade não trazer a bonança?
Como podes querer agir sem teres que explicar?
É falsa, meramente ilusória
Este voltar ao sítio onde estávamos antes…
ninguém regressa ao ponto de partida
o que se viveu ninguém apaga.
E eu não me esqueço… ainda não esqueci

Se é isto que quero?
Este rodopiar apressado?
Esta vida?
O que eu quero nunca poderei ter
Porque há coisas pelas quais jamais poderemos lutar
Porque infelizmente, por muito que queiramoshá coisas que são verdadeiramente impossíveis

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Hoje... (será apenas hoje?)



Que sentido tem a vida
Quando tempos há em que na vida nada faz sentido?
Quando nos interrogamos constantemente
sobre o certo e o errado
Quando sorrimos com vontade de chorar
Quando fingimos que tudo está bem quando não está

Que sentido tem a vida?
Quando o despertar é uma tortura,
o amanhecer reanima todas as dúvidas,
tudo parece querer recomeçar do zero.
Obrigando-nos a passar pela mesma angústia
uma e outra vez,
vezes sem conta.

Que sentido tem a vida
Quando hoje em MINHA vida
Nada parece fazer sentido.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Mais um aniversário...


Terei amanhã os mesmos anos que hoje tenho,
as mesmas frustrações, as mesmas alegrias,
serei a mesma e não serei ninguém.
Hoje apetece-me chorar o que perdi
Enaltecer e agradecer o que tenho
Se algo conquistei eu não me lembro
Há algo que hoje sei e que ontem não sabia

Terei amanhã os mesmos anos que hoje tenho?
Serei maior ou melhor do que hoje sou?
Hoje apetece-me fugir para um lugar onde nunca vou
Refugiar-me de mim e seja de quem for
Estar sozinha e com alguém ao mesmo tempo
Hoje apetece-me não ser ninguém…
Se sou feliz eu hoje não o sei
Se estou triste sinto um pouco de alegria
Sou contradição… mas isso eu já sabia.
Mas… terei amanhã os mesmos anos que hoje tinha?

sábado, 6 de junho de 2009

Esquece...


Que terei eu feito…
para que me roubasse a vida os sonhos…
Se Deus existe
porque me privou do que eu mais, na vida desejava…
Não interessa a resposta, pois não?
Nem interessa sequer perguntar:
Que foi que a vida me deu para compensar?
Tamanha é a dor desta ferida aberta
Que apenas finjo esquecer…
Que apenas finjo que esqueço

Finjo que não me importo
Que me conformo
Que até gosto…
Que é melhor assim
Minto para me convencer
Mas só eu sei o que vai dentro de mim
Na vida nada acontece por acaso…

Sim!! Sonho com o filho que nunca terei
Sonho em encontrar alguém e ser mãe
Desejo um milagre que nunca acontece
E digo a mim mesma, vezes sem conta
ESQUECE!!!

domingo, 5 de abril de 2009

Entre o céu e a Lua....


De olhar perdido,
na imensurabilidade da vontade
na imensidão do desejo,
sou um corpo sem alma
sem razão sem sentimento

Vagueio por um chão
que não conheço,
neste ténue sonho
em que adormeço,
nesta vontade que escondo.

Não sou eu que me deito do teu lado
Não sou eu o corpo que consomes
Não sou eu quem te beija e seduz.
Não sabes de mim quem sou,
apenas te iludo com o que pareço.

Sou um corpo, pele e desejo animal
Procuro apenas calor
Não quero um amor banal
Tudo tem prazo
estou entre o céu e a lua
Ficar tempo demais aborrece-me
Se me desejares sou tua
Se me amares esquece-me

domingo, 8 de março de 2009

AQUI


Quem me dera ter-te aqui
Neste deserto que podia ser nosso
Neste paraíso que podíamos ter construído
Quem me dera nunca tivesses partido…
Quem me dera ter guardado as palavras erradas
Quem dera, soubesse o que dizer neste momento.

Aqui, queria tanto ter-te aqui!
Nos meus braços que se abrem para ti,
até mesmo quando não estás.
Queria tanto prender-te,
fazer-te prisioneiro por vontade.

Não posso mais esconder o que sinto
Não arrisques aparecer-me ao caminho
Não serei capaz de te resistir.
Não te darei apenas um abraço,
vou acabar por te beijar…
Só temo que seja tarde demais.

Queria tanto ter-te aqui
Nesta cama vazia, neste corpo que te anseia
Podia ser por umas horas,
ou quem sabe a vida inteira,
a que nos resta.

Aqui, queria tanto ter-te aqui,
para preencheres o meu silêncio,
para me mentires até, se quiseres.
Não sei onde estás e dói tanto não saber de ti.

Queria tanto ter-te aqui
Neste pedaço de chão onde me enterro
Neste espaço vazio que me sufoca
Neste lugar que nada é, sem ti.

Aqui, queria tanto ter-te aqui
Nesta cama que já foi nossa
Neste corpo que sempre foi teu

Mas por agora queria tanto matar
este teu silêncio com uma palavra tua.
Porque agora bastava-me saber de ti,
Onde estás?
Não digas que já é tarde, que te perdi…


quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Silencioso Pecado


Silencioso pecado guardado
no secreto olhar de hoje,
quando ontem já foi beijo
aceso, de paixão nunca acabada

Olhar-te sem te tocar,
sabendo que jamais te poderei
tocar sem te ter…

No pecado deste silêncio doloroso,
nesta ânsia que hesita
entre o medo e a saudade.
Neste fogo que nunca se extingue,
que eu não sei como apagar.
Nesta distância que não te deixa ficar.

Nesta vida ausente…
Neste eterno recordar,
guardo, hoje ainda de ti,
Uma memória que teima em perdurar…

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Quem disse?


Quem disse que amanhã era mais fácil?
Quem disse que quando se fecha uma porta,
uma janela se abre?
Quem disse que estava melhor sem ti?
Quem disse que o amor não dói?
Que a saudade não mata e sufoca?
Quem disse?

Quem disse que tudo se esquece?
Que a saudade passa?
Que o amor acontece?
Quem disse?
Quem disse que o tempo cura?
Quem disse que depois de ti havia vida?
Quem disse que se deve acreditar?
Que se pode voltar a amar?
Quem disse?

Quem disse que amanhã tudo era mais fácil?
Quem disse que há futuro depois do amor?
Quem disse que a saudade é passageira?
Quem disse?
Quem disse que depois de ti era tudo?
Quem disse?
Quando hoje parece que depois de ti
não sobrou NADA!!!

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Fuga


Apaguem as luzes
Deixem-me viver na escuridão
Que o destino não existe
Que este meu fado é mera ilusão

Calem-se!
Que o silêncio fustiga a palavra
Que a paz não sabe viver no barulho
O mundo é mais bonito quando é mudo

Matem!
Acabem com tudo o que é vivo
Que tudo o que é inerte é seguro
Que pode estar-se morto e viver

Apaguem as luzes
Que a mim só me apetece a escuridão
Calem-se!
Que eu só desejo o silêncio
Matem!
As minhas memórias se puderem

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Não sei se quero....


Não sei se quero…
Não sei se algum dia quis
Não sei se fico se vou
Porque hoje nada sei do que sabia
Porque hoje as certezas se foram
Não sei se quero continuar
Não sei se quero….

Não sei se quero…
Um dia igual ao outro,
Um beijo diferente,
Um ou outro ser na minha vida.
Dias há que não quero ninguém.

Não sei se quero…
Não sei se de tanto querer me esqueci
Não sei se quero de ti aquilo que digo
Não sei…
Mas por hoje não quero nada,
do que sempre quis.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

A Espera


A espera.... essa constante irrelevância entre nós...
Espero por ti e continuo,
continuo e espero sempre algo diferente.
Hoje acordei contigo no pensamento...
é por isso que não acredito em coincidências.
Tu sabes que procurava por ti e pareceste
Por um instante acabaram-se as ausências

Que sina a minha,
este sentir desencontrado,
filho de um outro tempo impreciso,
que nunca chega,
que vai e vem com uma vontade
que não é a minha.

Tenho saudades de tudo...
de um tempo resumido em que nos cruzamos,
de uma abraço forte que me apazigua o sentir,
de um breve beijo que me ressuscita.
Tenho saudades, é isso,
tenho saudades e pronto!
Palavras para quê?

Posso roubar tempo ao tempo,
e tempo nunca teria,
é uma força cósmica que luta contra mim,
e eu mantenho a esperança de que um dia a vença.
Vai-se lá saber porquê?
Hoje esperei mais uma vez…
E eu sei que o tempo urge na espera.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Centro do Mundo


O poder que te dei…
que tu nem sabes que tens.
Mas que usas, sem saberes
o mal que me fazes,
o bem que me transcende.
O poder que tens
de me fazer sorrir ou chorar
de me fazer feliz ou miserável
E tu nem vês que és tudo
Quando eu não tenho nada.

Réstia ténue de vida que se esgota
Um poder com consentimento
Uma luz que me guia
Porque quando amo é tudo!
Não tem meia medida
É tudo ou nada.

O poder que te dei
Que contra mim se vira
Que me faz descer
do céu ao inferno num segundo
Que te faz o centro do mundo,
do meu mundo!

O poder que tens e desconheces
Porque se não for demais
não é suficiente
Porque simplesmente o que sinto
me transcende