quinta-feira, 5 de março de 2009

Enfeitiçada


Sou tão feliz por saber que existes,
por saber que as nossas vidas,
por um acaso qualquer,
se cruzaram.
E que por feitiço,
ficaram para sempre enleadas.

Por sortilégio dos deuses,
ainda hoje sei de cor
o sabor doce do teu beijo,
o toque único da tua pele,
o seu cheiro inconfundível.

Ainda hoje por magia,
te sinto perto
quando estás longe.
Não há distância,
nem oceano,
que nos separe.
Não há morte
que te leve.
Nem esquecimento
que te apague.

Sabes, ainda te amo…,
por hoje e para sempre,
fiz de ti minha morada.
E se foi feitiço
Eu estou para sempre enfeitiçada.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Um sorriso TEU!


Um sorriso aberto,
livre e quase infantil.
Um olhar carregado de ternura
num rosto, velho e já cansado,
de tanto que já sofreu.

O disfarce, a fuga,
que nesse sorriso,
tentas esconder.

Um sorriso teu,
dava tudo, dava a vida,
por um sorriso teu!
Sincero, genuíno,
igual a tantos outros,
que o teu rosto já me ofereceu.
Mas não há sorriso que esconda
a tristeza que sobre ti se abateu.
Se ainda poderes,
se ainda fores capaz,
Sorri , Amor… para alguém que
Nunca te esqueceu!

Silencioso Pecado


Silencioso pecado guardado
no secreto olhar de hoje,
quando ontem já foi beijo
aceso, de paixão nunca acabada

Olhar-te sem te tocar,
sabendo que jamais te poderei
tocar sem te ter…

No pecado deste silêncio doloroso,
nesta ânsia que hesita
entre o medo e a saudade.
Neste fogo que nunca se extingue,
que eu não sei como apagar.
Nesta distância que não te deixa ficar.

Nesta vida ausente…
Neste eterno recordar,
guardo, hoje ainda de ti,
Uma memória que teima em perdurar…

Não sei não odiar


Não sei, não odiar, este instante!
Eu sempre soube que a vida é curta,
efémera demais.
Não se pode passar por ela e não viver,
não se lutar pelo o que se quer,
não se ser, às vezes, egoísta.

Não sei, não odiar, neste instante…
Todos os que me impedem de ser feliz
Não sei não me odiar a mim por não lutar
e a ti por teres partido.

O destino além de cruel, é pérfido,
quando nos deixa saborear o impossível,
quando permite que certa coisa exista.
Não sei não odiar esta minha vida!

Não sei....


Não sei!
Não consigo resistir à tentação
de procurar por ti em outro alguém,
isto mesmo sabendo,
que não vou encontrar ninguém.

Hoje já nem sei se é a ti que procuro,
se procuro quem eu era,
quando estava a teu lado.
É a mim que eu não encontro!
E tanto, já, eu procurei,
Que hoje estou cansada,
de nunca encontrar nada!

Não consigo resistir a procurar por ti.
Eu sei, não te vou encontrar
E sei que nunca serei aquela que conheceste
Esta, que hoje existe, já não sou eu
E nunca vou recuperar o “nós”,
que já não existe,
que morreu!

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

O que não te digo....



Como dizer-te...
Que jamais saberei viver sem ti.
O amargo som do silêncio da despedida,
nunca será mais que até já.

Como dizer-te…
Que esta ausência é a pior de todas
Que vivo numa contradição
de não querer dizer-te o que sinto,
porque já não vale a pena.

Eu sou assim,
quando vou e venho,
como a maré,
apagando as pegadas
por mim deixadas,
na areia molhada,
de uma praia qualquer.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Quem disse?


Quem disse que amanhã era mais fácil?
Quem disse que quando se fecha uma porta,
uma janela se abre?
Quem disse que estava melhor sem ti?
Quem disse que o amor não dói?
Que a saudade não mata e sufoca?
Quem disse?

Quem disse que tudo se esquece?
Que a saudade passa?
Que o amor acontece?
Quem disse?
Quem disse que o tempo cura?
Quem disse que depois de ti havia vida?
Quem disse que se deve acreditar?
Que se pode voltar a amar?
Quem disse?

Quem disse que amanhã tudo era mais fácil?
Quem disse que há futuro depois do amor?
Quem disse que a saudade é passageira?
Quem disse?
Quem disse que depois de ti era tudo?
Quem disse?
Quando hoje parece que depois de ti
não sobrou NADA!!!

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Fuga


Apaguem as luzes
Deixem-me viver na escuridão
Que o destino não existe
Que este meu fado é mera ilusão

Calem-se!
Que o silêncio fustiga a palavra
Que a paz não sabe viver no barulho
O mundo é mais bonito quando é mudo

Matem!
Acabem com tudo o que é vivo
Que tudo o que é inerte é seguro
Que pode estar-se morto e viver

Apaguem as luzes
Que a mim só me apetece a escuridão
Calem-se!
Que eu só desejo o silêncio
Matem!
As minhas memórias se puderem

É hoje!


É hoje o primeiro passo em frente
É hoje o meu primeiro dia de estrada
É hoje que a esperança floresce
É hoje o princípio de nada

É hoje que sigo sem ti
É hoje que descubro o caminho
É hoje que sei a verdade
É hoje que saio do ninho

É hoje, apenas hoje e por hoje
Que solto as amarras
Que tenho a certeza de tudo,
e a incerteza de nada

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

A minha dor

É dor que me consome
É a tristeza que me tolhe o sentir
É a abrupta saudade
O quanto quero o que não posso ter
O quanto desejo o impossível...

É o ódio e a raiva
É esta merda de vida
É o vazio que me preenche
Pudera já não ser eu
Quisera nunca o ser

É tudo e nada
É o silêncio
O Natal do meu descontentamento
A prenda amarga que eu não pedi
nunca quis tanto sofrimento