segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Ir a Lugar Nenhum


É fácil….
Fácil de mais ter o que se quer por um instante
Na subtil passagem de uma hora
Beber de alguém um carinho
Ir e vir como o vento que passa
Como a maré de mais um dia

Ficar ….
Porque ter alguém é tão fácil
Passageiro que sai antes da próxima estação
Que vai e vem numa eterna viagem
Sem nunca entregar o coração
E depois continuar
Num comboio vazio
Que não chega a lugar nenhum

Fácil é ter alguém
Difícil é ficar…..

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Meu Sonho.....


É inútil pensares que existes para além deste momento
É vão tentares perpetuar o que é finito
Não sabes tu que a vida é apenas o argumento
Para que a morte chegue junto a nós

É escusada tanta dor e sofrimento
Para viver um instante tão fugaz
Não há na vida maior ensinamento
Que o amor, a dor, o encontro e a paz

É inútil queres mais do que podes
Mais do que o que te querem dar
Contenta-te com o que tens
Não passes a vida a sonhar

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

FELICIDADE


Felicidade
Se pudesse escolher, encontrá-la
Tê-la brevemente em minhas mãos
Senti-la, escutá-la
Na musicalidade das palavras vãs

Felicidade
Esse estado puro de embriaguez
Ponto máximo de se ser
De fazer o que nunca se fez

Encontrar o sonho que procuro
Realizá-lo
Concretizar, parar, escutá-lo
É fácil sonhar
Difícil é lutar por um sonho
E saber por fim
Que apenas depende de mim

domingo, 2 de dezembro de 2007

Um anjo

Se fosse um anjo de asas brancas
Se pudesse voar para além da imaginação
Se fosse um anjo de morte e pranto
de alegria, riso e canção
Se pudesse esquecer as palavras
apagar os actos
Se eu fosse um anjo salvador
Mas sou apenas humano
O mais mortal dos mortais
O mais frágil e inseguro
O mais reles dos animais

Se eu fosse um anjo protector
Se morrer pudesse sem findar
Poder ser eu e não chorar
As mágoas que futuro
Ainda não deu….

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Não preciso dizer-te...


Sei que não preciso dizer-te
para que saibas,
Adivinhas-me o sentir e a vontade
Desvendas os segredos que não digo
Sabes das mentiras que não conto
Sabes o que diria quando me calo

Não preciso dizer-te para que saibas
Descobres o que sinto nos meus gestos
Podes vê-lo quando te olho
Sentes quando te abraço, beijo, toco…

Sei que não preciso dizer-te
para que o saibas
Mas hoje sou eu,
Que preciso falar:
Amo-te!

Sei onde quero chegar!


Que não te pese o meu amor
Que não seja para ti um fardo
Uma obrigação, um pesar
Quero dar-to, se o quiseres
Quero partilhar!

Amo-te mas não te quero prender
Desejo-te e não te quero encurralar
Apenas quero que o tempo flua
E ver o que podemos alcançar

E, se como alguém disse:
“o céu é o limite”
É lá que quero chegar
E se nunca o conseguir
Saber que não foi por não tentar

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Sobras de mim....


Se uma palavra dissesse
O que o silêncio cala
Se um abraço falasse por mim
Quisera eu ser alguém para ti
Quisera que o mundo fosse teu

Se o medo fosse miragem
Talvez eu embarcasse
Talvez fizesse a viagem….
E atravessasse esse teu rio
Mas o meu desejo é naufragar,
Feliz
Chegar à outra margem,
Vencer
Do teu lado
Sentir calor e frio
Chorar, sorrir, sofrer

Mas se a teu lado fosse apenas sombra
Eu não te queria
Se a teu lado fosse um fardo
Eu não ficava

Se a minha alma pudesse
Apagar de mim as sobras
Se pudesse varrer a dor
Quisera eu ser ave e voar
Fugir para longe
E apenas voltar
se me quisesses
….e poder dizer-te o que não digo,
pedir-te o que não peço

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Por agora.....


És tu….
Não sei se sabes porque nunca te disse
É o silêncio mudo
É o meu medo a minha meninice
É aquilo que escondo atrás do escudo

És tu…..
Do teu lado encontro paz
Do teu lado posso ser eu
Dou um passo em frente
E dois para trás
Em segredo chamo-te meu

És tu…..
Sou eu….
Não te quero aprisionar
Não te desejo perder
Não me posso revelar
Nem me pretendo esconder
És tu….
Sou eu enquanto me quiseres
Pelo tempo que desejares
Enquanto for tempo de paz…..

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Às vezes....


Às vezes choro no escuro sem razão,
outras sorriu pelo mesmo motivo.
Às vezes as lágrimas levam a mágoa,
outras leva-as um sorriso

Às vezes insurjo-me violentamente,
contra o que não quero sentir.
Outras resigno-me impotente,
perante o que está para vir

Às vezes falo a medo,
ouso partilhar, dizer…
Outras calo em segredo
e acabo por perder

Às vezes os dias são curtos
outras longos demais
às vezes são vulgares
Mas nunca são banais

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Não!!

Não sou eu…..
Não me reconheço
Não sei quem sou
O que sinto muda
Transforma, altera
Não quero sentir
Estou em guerra

Quero parar
Quero esquecer
Apagar

Quero não ser
Quero não viver
Quero morrer
Quero renascer

Não sou eu
Não me conheço
Não sei se é o fim
Se um novo começo