segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Já fui a maior de todas as mulheres
Por ti e para ti… uma grandeza que não se explica
Já fui o teu mundo,
Já fui amada, precisada, adorada…
Já fui um tudo no meio do nada.

Já fui o que já não sou…
Já me sentei no topo do mundo
Já voei mais alto do que me era permitido
Já há muito caí desse lugar em que vivia
para hoje me encontrar moribunda,
abandonada, triste e esquecida
neste lugar onde apenas eu escolhi estar

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Procura…
encontra em ti a grandeza dos momentos esquecidos
Enxuga as lágrimas, que trilham o teu rosto em agonia,
e vai….

Vai onde nunca foste,
Insiste no que nunca poderá ser teu
no que não te pertence
e chora mais uma vez… e outra…
numa agonia atroz que te mata lentamente
enquanto buscas aquele momento que será só teu

Vai… não voltes mais por este caminho ,
nem a este lugar onde sucumbes
à ironia do teu destino…
à amargura de não seres tu
à falta do amor que mereces.

quarta-feira, 4 de abril de 2012














Se pudesses sentir
a melodia dos teus gestos,
o encanto subtil do teu toque,
a maciez aveludada dos teus lábios
quando me beijas.

Se pudesses usufruir
dos teus desejos
com que satisfazes
os meus caprichos de mulher

Se pudesses saborear
o aroma da tua pele,
o ondular do teu corpo,
sobre mim,
quando me amas...

Se pudesses sentir-te
como te sinto
Talvez soubesses,…
Talvez, compreendesses,
o quanto te desejo!













É o teu sorriso que me hipnotiza,
aquele onde escondes a tua tristeza
É no teu olhar que perco o pé
e me deixo levar para longe de mim.
É no teu corpo que me escondo
É no teu abraço que me protejo,
nesse abrigo a que chamo meu

É a ti que procuro,
nos olhares que se cruzam,
no corpo a meu lado na cama
É o teu sorriso que vejo
É o teu olhar que receio
É o teu corpo que desejo
É o teu abraço que anseio

Procuro por ti, sem te encontrar…
Procuro por mim…,sem ti não sei quem sou,
nem onde ir… ou para onde caminhar.

Demência...














Eterno…
Tão presente quanto ausente
Endeusamento encantado
Insano.., consciente
Um Tudo ou Nada!
Mordaz sentimento,
ironia a brincar com o meu destino.

Inesquecível…
Insaciável…
Apaixonado quase violento
Minha maior insanidade,
meu doce tormento…
Quisera cantar-te em balada
Quisera guardar-te em silêncio
Minha mais terna loucura
Minha mais lúcida demência

terça-feira, 3 de abril de 2012















Podia sonhar-te
Idealizar a minha mais louca fantasia
a teu lado… e dizer-te:

Veste-te de fantasia
e vem desfilar nos meus sonhos
Enfeita-te de cores garridas
e vem adornar o meu mundo cinzento

Hoje faço…,
do teu corpo o meu palco dourado,
dos teus lábios anjos que abraço com os meus
das tuas mãos molduras, para adornar o meu corpo…
que quase louco se faz teu… nos meus sonhos.

terça-feira, 20 de março de 2012




















Já tentaste purgar um amor
com migalhas de um nada que,
na solidão, te parece tudo?
Já tentaste procurar noutro alguém
a pessoa que mais te fez feliz?
Nunca encontrarás…
Uma pessoa não aniquila a falta de outra
não substitui o que perdeste…
(Outro nunca serás tu!)

O beijo, não tem o mesmo sabor
Iludes-te… imaginando que tens o que perdeste
O corpo não tem o mesmo toque suave
O cheiro é tão diferente…
E fazes por acreditar que é melhor
quando no funda reconheces
que nada se lhe compara.
Nada nunca será igual
Nem sequer semelhante
Ao tudo que um dia tiveste.

E a insatisfação, a frustração
Arrastam contigo os sentimentos do outro
E tudo termina e destróis quem se cruza em teu caminho
Enquanto procuras o que perdeste…
aquele alguém que te abandonou,
o Amor que não esqueceste

Agora aqui parada …
Sozinha comigo mesma…
Entre o tudo e o nada
Faço o meu luto,
arrumo as memórias doces
de alguém que nunca deixei de amar,
de outro tempo que nãose esquece,
e hoje sei a verdade
o amor nunca morre apenas adormece....

terça-feira, 13 de março de 2012

O Amor não morre















O Amor não se apaga de um dia para outro
Não esmorece com a distância
Nem morre, apesar da dor, da mágoa…
É dualidade, contradição,
o dilema entre o que é certo e errado.
Se é Amor, é eterno…
Mas amar só não basta!

Tenho ainda as tuas palavras
a ecoarem na minha cabeça
a relembrarem-me constantemente
as razões porque te deixei…
não foi por não te amar,
mas sim por te amar demais
e por isso mesmo,
doer desmesuradamente
tudo aquilo que me disseste.

Não, o Amor não se esquece,
Nem mesmo quando muito o desejamos.
Nem quando é melhor para nós
O amor não morre, simplesmente adormece…

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

















Cabes na ambiguidade das minhas palavras,
na dualidade dos meus sentimentos,
na indecisão precisa das minhas acções.


Encaixas nos meus dias,
perfazes os minutos insignificantes da minha existência,
és tu aqui e agora,
um já que nunca ocorre,
um agora que se esquece de acontecer.

Cabes na imensidão das pequenas coisas,
encaixas, no meu peito vazio, sem que o preenchas.
Esqueces-te de mim, quando nunca te lembras
que cada novo dia é o renascer esplendoroso
de uma nova esperança.

Cabes onde há verdades que sempre o foram e mentiras que nunca o serão.
Menti quando disse que nunca te iria deixar...?
Não menos do que tu quando prometeste nunca me magoar…
não cabes em mim que a tua vida é por demais pequena
para eu poder caber lá, nesse espaço de ausência
de um sentimento maior que tu.

Cabes em “quase perfeição”
na sombra que se ergue do nada.
És a escolha que não tenho,
o sabor ineficaz de um dia comum,
és a minha trivialidade mais que perfeita,
um verbo que não se conjuga nem no passado,
nem no futuro,
nem em tempo nenhum.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012



















Trago no peito o teu nome
nos lábios o sabor eterno dos teus beijos
No meu corpo a marca das tuas mãos
Nos meus sonhos o teu abraço

Levaste de mim um eu que em ti existe
prendi-me no teu olhar, eternizei-te...
em mim,…
num quadro um às de copas ,
um dois de paus...
Eu e tu no balanço manso dos dias
Existes em mim…
habitas-me como desde o primeiro dia
eternamente TU
Apenas TU!
Único, divino sabor que me cantou em balada
espero por ti….
nunca saberei como dizer-te
tudo o que sei que já sabes.
Não te esqueças de voltar…
Eu nunca saberei partir
enquanto viver
estarei assim, para sempre presa
na extremidade do teu olhar

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011



















Há dias que mais valia não viver
pelos quais podíamos apenas passar…
Apetece mudar de estação
acabar com o inverno
inaugurar uma nova Primavera
amanhecer num quente verão…

Há dias que apetece esquecer…
dias sem passado ou futuro
dias que derrubam paredes
mas erguem muros
Que nos separam do que somos
e fazem de nós alguém
que não reconhecemos.

Há dias em que apetece regressar
a um passado que já foi
só porque nos parece melhor que o presente.

Há dias em que se acredita
que o amanhã poderá ser melhor
do que outro dia qualquer.
Acreditemos que o futuro
ainda nos pode dar
tudo aquilo que quisermos.

BOM ANO A TODOS!!!! Façamos de 2012 o Futuro

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Gostas?

Gostas da encruzilhada em que vives,
do espaço, cheio de nada, que ocupas,
do tempo que não te pertence,
das palavras que não são tuas?

Gostas que o tempo não passe,
que a loucura te assista,
que a demência te mate,
que a ausência te incrimine?

Gostas do espaço vazio,
de não sentires nada que sintas,
de não sentires que te sintam,
de não seres tu?

Gostas…
dos silêncios que perturbam,
das acusações que te culpam,
das mentiras que te contam…
de seres esquecida?

Gostas?

quarta-feira, 9 de março de 2011

Máscaras...














Tiraste a máscara
acabou a fantasia
morreu o sonho
Os dias passam apressados
sem olharem para nós
sem repararem na nossa pequenez

Tiraste a máscara
e nada sobrou do que foste
apenas a ténue lembrança de uma fantasia
de um sonho, que apenas eu sonhei.

Tiraste a máscara que usas todos os dias,
para te protegeres, para enganares,
para te esconderes
mas uma coisa é certa,
sempre que a usas,
enganas-te mais a ti que aos outros.

Tiraste a máscara
e deixaste de desfilar,
numa avenida escura,
neste imenso Carnaval
que é a vida...

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Hoje...













Hoje queria poder esquecer-te

Apagar as tuas pegadas na minha praia
arrancar os teus beijos dos meus lábios
as tuas mãos do meu corpo…
e simplesmente esquecer-me de ti

Fazes incoerentemente parte de mim
Dás um sentido, sem sentido à minha vida
E no final só sei que te preciso
mais do que preciso de mim.

Hoje queria poder esquecer-te
sem me esquecer de mim
Queria poder não te precisar
desta forma tão insana,  irracional
E não importa a distância
não se esquece alguém que nos habita
não se deixa de amar só porque sim.

EU!









Se te pudesse falar de mim
como quem fala a um estranho
Contar-te … nada!
Poder ser quem eu quiser
e nunca na verdade ser eu
e no fundo não ser nada.

Por um segundo existir,
como num sonho,
ancorada ao teu peito,
presa em teu abraço,
embevecida no teu beijo,
e por um segundo ser tudo
e não ser nada.

Se pudesse esquecer
todos os abraços,
todas as lágrimas,
todas as dores,
todas as mágoas,
e recomeçar do zero,
sem memória de coisa nenhuma.

Talvez assim fosse afortunada
… despojada de tudo
o que um dia me fez feliz
Largar pelo chão
tudo o que perdi
ou ganhei…
Deixar de carregar
todo o meu passado,
tudo o que faz de mim o que sou,
mas sabes talvez eu não seja nada….

Essência













Se soubesses de mim o que não digo
tudo aquilo que escondo só para mim
Se soubesses do que trago no peito
este sentir desalmado que não morre nunca
que se multiplica e me transcende

Se soubesses de mim, o que de mim nem eu sei
os segredos mais secretos e profundos
as mentiras e as meias verdades
esta tela de mim, que eu pinto para o mundo

Se soubesses de mim, o que de mim mais ninguém sabe
talvez pudesses entender o quanto sofro,
talvez pudesses compreender de que falo,
quando guardo em meu silêncio
a verdade do que por ti sinto
a essência do que calo

Migalhas - Erasmo Carlos (cantado por Simone)














Sinto muito mas não vou medir palavras
Não se assuste com as verdades que eu disser
Quem não percebeu a dor do meu silêncio
Não conhece o coração de uma mulher
Eu não quero mais ser da sua vida
Nem um pouco do muito de um prazer ao seu dispor
Quero ser feliz
Não quero migalhas do seu amor
Do seu amor

Quem começa um caminho pelo fim
Perde a glória do aplauso na chegada
Como pode alguém querer cuidar de mim
Se de afecto esse alguém não entende nada
Eu não quero mais ser da sua vida
Nem um pouco do muito de um prazer ao seu dispor
Quero ser feliz
Não quero migalhas do seu amor
Do seu amor

Não foi esse o mundo que você me prometeu
Que mundo tão sem graça
Mais confuso do que o meu
Não adianta nem tentar
Maquiar antigas falhas
Se todo o amor que você tem pra me oferecer são migalhas
Migalhas

Eu não quero mais ser da sua vida
Nem um pouco do muito de um prazer ao seu dispor
Quero ser feliz
Não quero migalhas do seu amor
Do seu amor
Sinto muito mas não vou medir palavras
Sinto muito

Pedaço de céu














Queria que me desses um pedacinho de céu

Um lugar no teu mundo a que pudesse chamar meu
Um cantinho que eu faria por merecer
Dava-te um pedaço do meu mundo para viveres
se também tu merecesses um cantinho teu…

Queria um pedaço de céu
daquele céu que me foge
que não alcanço
Um pedacinho só…
Um cantinho do teu mundo só para mim.

Queria um pedaço desse céu que já foi meu
Um lugar num mundo onde nunca estive
porque nunca me quiseste
Queria tanto um pedacinho desse céu…
Um cantinho nesse mundo…

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

O silêncio...














Vem, abraça-me
Não digas nada
Limita-te ao silêncio
Não justifiques o injustificável
Não queiras razão onde não a há

Agarra o instante que se vislumbra
Aproveita o presente que te dou
Vê para lá do limite que te impões
e viaja na insana lucidez da razão.

Não questiones, aproveita
Não penses, age
Não sonhes, faz

Vem abraça-me
e não digas nada
que às vezes o silêncio,
simplesmente, fica-te tão bem

Apetece-me tanto...










Apetece-me tanto mergulhar no teu sorrir…
esquecer os medos mais absurdos
e sem receios, não querer mais partir.
Atracar nos teus braços
e ancorar em ti a minha existência.
Apetece-me o fundo lânguido do teu peito,
o aconchego terno do teu abraço,
a efervescência do teu colo.

Apetece-me o beijo roubado
A clandestinidade do nosso momento
Sentir as tuas mãos frenéticas de mim,
a deambularem eufóricas no meu corpo.

Apetece-me tanto...
as tácitas madrugadas em que nos perdemos
os sonhos ilícitos que sonhámos
os lençóis da cama que desfazemos
Apetece-me a vida toda
repousada nos teus braços